Pompéia – O registro da morte de um trabalhador e mais 12 feridos aponta investigação de homicídio, incêndio e explosão em fábrica – todos na forma culposa – em Pompeia nesta terça-feira.
As circunstâncias da explosão – seguida pelo incêndio e morte – bem como diferentes pontos da estrutura, treinamento e equipamentos devem encaminhar a apuração
O documento mostra ainda que Edmilson Aparecido Ferreira, de 53 anos, a vítima fatal, estava dentro do galpão com portas fechadas quando houve a explosão.
Confirma, a informação de que o local abriga secador de palha, bem como do material resultante dos produtos que a empresa beneficia.
Ao ouvir a explosão, mais trabalhadores correram para o espaço e, ao abrir as portas do galpão, foram atingidos por labaredas.
Edmilson faleceu durante atendimento na Santa Casa de Pompeia. Ele faria aniversário no dia 10 de junho. A despedida deve acontecer nesta quarta-feira no Velório de Pompeia, com sepultamento no final da tarde.
Ferimentos e encaminhamento
Um levantamento da Polícia Militar mostra que as outras vítimas apresentam ferimentos graves.
Cinco dos pacientes receberam transferências para hospitais em Marília – HC Famema, HBU e Santa Casa – mas não há detalhes sobre os quadros de saúde.
Além da lista de trabalhadores o documento também lista a coletividade como vítima. Não há qualquer pessoa indiciada, apenas a empresa, a Travejho, aparece como ‘investigada’.
Um empresário de 96 anos se apresentou como representante da empresa. A apuração deve receber laudo da Polícia Científica, bem como exame do Instituto Médico Legal.
Além do registro policial, o caso ainda envolve registro da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) uma responsabilidade da empresa.
Por haver óbito de vítima a comunicação deve ser imediata, conforme prevê regulamentação federal.





