O uso da inteligência artificial vem ganhando espaço na suinocultura ao permitir maior controle dos sistemas produtivos, com monitoramento em tempo real, análise de dados e decisões mais precisas nas granjas. Tecnologias aplicadas à pecuária de precisão têm contribuído para melhorar índices zootécnicos, otimizar o uso de insumos, reforçar a biosseguridade e avançar em práticas voltadas ao bem-estar animal.
A segunda edição da Conferência AI4Animal Science é realizada desde o último dia 29 de junho, em Ghent, na Bélgica, reunindo pesquisadores, representantes da indústria e especialistas para discutir avanços como coleta, processamento e padronização de dados, aplicações de inteligência artificial na produção animal — com impacto direto na suinocultura —, além dos desafios de adoção dessas tecnologias e seus efeitos ambientais, sociais e éticos; a programação inclui palestras de Ioannis Athanasiadis, da Wageningen University & Research, Pooya Hekmati, do grupo RuFaS, Àlex Bach, da ICREA, e Sam Leroux, da Universidade de Ghent, com expectativa de mais de 200 participantes e organização da Federação Europeia de Ciência Animal (EEAP), do ILVO, da KU Leuven e da Universidade de Ghent. As ações seguem até 1º de julho.
Inovação no campo
Na prática, a aplicação dessas tecnologias na suinocultura envolve desde o uso de sensores para acompanhamento de comportamento e saúde dos animais até sistemas integrados de dados que permitem identificar padrões, antecipar problemas sanitários e melhorar a eficiência produtiva. Ao mesmo tempo, o avanço da inteligência artificial no setor reforça a necessidade de padronização das informações e de uma adoção responsável, equilibrando produtividade, sustentabilidade e exigências do mercado consumidor.
Fonte: Pig Progress
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