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Você sabia? Muito antes das bets, MAC já vestiu uniforme ‘igual’ ao dos rivais em Copa • Marília Notícia

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Camisa utilizada pelo MAC na disputa da Copa Coca-Cola, atual Copa Paulista, em 2001 (Foto: Redes sociais)

Vice-campeão do Campeonato Paulista da Série A3 deste ano, o Marília Atlético Clube (MAC) disputou a competição sob um modelo já comum no futebol paulista: o patrocínio compartilhado entre todos os clubes participantes.

Assim como seus adversários, o Tigre estampou na camisa a marca de uma casa de apostas online, em acordo firmado pela Federação Paulista de Futebol (FPF). O formato é semelhante ao adotado anteriormente com uma cooperativa de crédito, entre 2019 e 2025.

Na prática, as empresas pagam pelo direito de associar suas marcas às competições, em contratos conhecidos como naming rights. A parceria amplia a exposição da patrocinadora e, em alguns casos, vai além do direito de nomear o torneio, alcançando também a padronização de elementos ligados aos clubes participantes.

Refrigerante na camisa

Muito antes do avanço das casas de apostas no futebol, o MAC já havia participado de uma competição estadual em que o patrocinador não apenas emprestou seu nome ao campeonato, mas também forneceu uniforme completo a todos os times envolvidos.

Em 2001, a então Copa Estado de São Paulo, criada em 1999 e não realizada em 2000, recebeu o nome de Copa Coca-Cola. Naquele ano, o Tigre disputou o torneio pela primeira vez.

Para a competição do segundo semestre, o clube sequer precisou providenciar novo material esportivo: a multinacional enviou uniformes completos ao MAC e aos demais 15 participantes.

A participação mariliense começou de maneira animadora. O time venceu o Comercial por 1 a 0, em Ribeirão Preto, goleou o mesmo adversário por 4 a 1, em Marília, e aplicou mais um placar elástico ao derrotar o Rio Preto por 4 a 0.

O desempenho, entretanto, não foi suficiente para garantir a classificação. O MAC acabou eliminado ainda na primeira fase, em campanha marcada por duas derrotas diante do arquirrival Noroeste: 2 a 0, em Bauru, e 2 a 1, em Marília.

A edição de 2001 terminou com o título do Bandeirante, de Birigui, após decisão contra o União Barbarense. O patrocínio da Coca-Cola, porém, ficou restrito àquela temporada.

A competição passaria ainda por outras mudanças de nome ao longo dos anos. O torneio voltou a se chamar Copa Estado de São Paulo entre 2002 e 2003, recebeu o nome de Copa FPF entre 2004 e 2007 e, desde 2008, é disputado como Copa Paulista.

‘Acesso extra’

Naquele mesmo 2001, o MAC também vivia um momento decisivo em sua trajetória no Campeonato Paulista. O clube encerrou sua participação na Série A3 na quinta colocação.

Mesmo fora das posições tradicionais de acesso, acabou beneficiado por uma reorganização do futebol paulista. A ampliação do Torneio Rio-São Paulo, com a inclusão dos grandes clubes, abriu três vagas extras na elite estadual e provocou um efeito cascata nas divisões inferiores.

Além do campeão e do vice, também foram promovidos os clubes que terminaram entre o terceiro e o quinto lugares, o que levou o Tigre à Série A2.

No ano seguinte, o MAC aproveitou a oportunidade. Em 2002, conquistou o título da Série A2 e garantiu a única vaga disponível para a elite paulista de 2003, retornando ao principal campeonato estadual do país.





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