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A iniciativa da Corteva para aumentar a produtividade de grãos

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Era final de 2024 e produtores rurais do Mato Grosso do Sul pediam por uma solução, um olhar customizado para aumentar a produtividade do milho no Estado. O papo, que reuniu entes do setor público e privado, resultou no Incrementa MS.

A iniciativa hoje envolve a Corteva, o governo do Mato Grosso do Sul, Fundação MS, Fundação Chapadão e Aprosoja (MS) para desenhar essa análise e estabelecer um conjunto de melhores práticas para o produtor do estado, responsável por 9% da produção de grãos nacional e por 10% do volume de milho segunda safra.

O programa começou na safra de soja 2025/26, com 30 propriedades, a partir de uma visão integrada entre a produção do milho e da soja.

“Entramos com um modelo em áreas pequenas, pegando um talhão, dois talhões, não tem um padrão estabelecido. O foco era comparar nosso modelo de produção com a tecnologia, manejo, nosso entendimento agronômico com o modelo atual da fazenda”, explica Augusto Moraes, diretor de relações institucionais da Corteva.

Nessas propriedades, a produtividade média de soja aumentou em três sacas por hectare, em relação ao rendimento médio das fazendas antes do programa, e em cinco sacas por hectare na comparação com a média do estado (de cerca de 60 sacas por hectare).

Foram desenvolvidos ao todo 38 protocolos, conduzidos por equipes de pesquisadores da Fundação MS e da Fundação Chapadão, para a safra de soja 2025/26 e para a safrinha de milho 2026.

O trabalho tem três fases: implementação de sistemas tecnológicos, construção de protocolos de pesquisa com ensaios e comparativos e um processo padronizado de coleta, checagem e consolidação de dados — que vai sustentar recomendações agronômicas.

200 sacas por hectare

No milho, os primeiros resultados devem vir no início do segundo semestre. Moraes frisa que o estado tem uma produção na casa de 84 a 85 sacas por hectare, mas um potencial já comprovado bem maior do que esse.

Segundo o executivo, a Fazenda Boa Vista, dos irmãos Mário e Angelo Pignataro, colheu na última safra 200 sacas por hectare em alguns talhões, chegando a uma média de 150 sacas por hectare para a fazenda.

“É a inspiração para o programa. Ano passado foi extraordinário, esse ano eles ainda esperam algo superior. O que mostra para o programa? O potencial para superar e muito o teto produtivo atual de milho”, diz Moraes, da Corteva.

Agora, o programa se prepara para colher os resultados da safrinha em cada um dos produtores, oferecendo um modelo de assistência mais adaptado ao que o produtor precisa, a partir dos ganhos da primeira experiência.

Moraes vê espaço para um crescimento modesto do programa em 2026, principalmente tendo em vista a margem apertada do produtor, o alto nível de endividamento e a expectativa ainda incerta dos impactos do El Niño sobre a região.

“O que a gente sabe é que existe o potencial e o produtor vem procurando informações sobre o programa, está interessado em aderir. Temos sentido isso no campo, mas é um processo. O momento atual é complexo e exige calma de todos os lados”, diz Moraes.

Para o projeto piloto, o produtor se qualificou para entrar de duas formas: no evento de lançamento — em que foi avaliado o nível de adoção de tecnologia — e por meio de uma lista apresentada pela Aprosoja MS de produtores interessados em entrar no programa.

Os produtores foram escolhidos de forma aleatória a partir do banco da Aprosoja (MS) de modo que todas as microrregiões de soja e milho do estado fossem atendidas, a partir de produtores que melhor representassem cada uma delas, segundo Andre Dobashi, Vice-Presidente da Aprosoja Mato Grosso do Sul.



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