A suinocultura de Minas Gerais enfrenta um momento de forte pressão econômica, marcado pelo descompasso entre custos de produção e preços pagos ao produtor. Com o valor do suíno vivo abaixo do custo, granjas acumulam prejuízos e o setor entra em uma fase de alerta.
O custo para produzir um quilo de suíno gira entre R$ 6 e R$ 6,50, enquanto o mercado remunera cerca de R$ 5,70. Após descontos, o valor líquido recebido pelos produtores pode cair para aproximadamente R$ 5,20, resultando em perdas próximas de R$ 1 por quilo comercializado.
O cenário é consequência direta do aumento da oferta aliado ao enfraquecimento do consumo interno. Ganhos de produtividade, avanço genético e expansão dos plantéis elevaram a produção de carne suína, mas a demanda não acompanhou o mesmo ritmo.
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Um fator adicional agravou o desequilíbrio. A redução no preço do milho incentivou produtores a prolongarem o período de engorda dos animais, elevando o peso médio de abate de cerca de 112 para até 120 quilos. A estratégia, adotada de forma individual, ampliou a oferta no mercado e pressionou ainda mais as cotações.
Apesar do bom desempenho das exportações, o volume embarcado ainda não é suficiente para absorver o excedente de produção. Com isso, o mercado interno segue determinante para a recuperação dos preços.
A expectativa do setor é de melhora gradual no segundo semestre, caso a queda nos preços chegue ao consumidor e estimule o consumo de carne suína frente a proteínas mais caras. Até lá, produtores adotam estratégias de contenção, com foco em eficiência e controle de custos para atravessar o período de margens negativas.
Fonte: ASEMG





