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DIG pede prisão por fraude na venda de carros de Marcondelli meses após execução do empresário em Marília

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Marília Um relatório da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) pediu em Marília a prisão de Carlos Eduardo dos Reis, o Dudu Reis, por acusação de fraude na venda de dois carros que estavam em nome do empresário Walter Luiz Aparecido Marcondelli Júnior, executado em 2022.

Dudu Reis é comerciante de veículos e proprietário rural condenado por extorsão a família de um empresário investigado na morte de Marcondelli. Aliás, o relatório policial diz que Dudu está foragido da Justiça.

Assim, o caso não tem depoimento e versão do acusado. Mas tem manifestação da sua família que descarta atuação dele na transferência irregular.

A informação está em inquérito a partir de denúncia da família de Marcondelli sobre falsificações de documentos para danos ao patrimônio que ele deixou.

Cheques liberados

Acusou, inclusive, fraude na emissão de cheques que provocou perícia técnica de assinaturas. Contudo, o Instituto de Criminalística não identificou falsificação e validou as assinaturas.

Foram cinco cheques com valores entre R$ 78 mil e R$ 165 mil, com pré-datados para período após a morte. Além disso, todos com numeração em sequência, apesar de tratar de transações e pessoas diferentes.

Os cheques apareceram em em cobranças judiciais com foco no bloqueio de bens e do espólio para garantia dos pagamentos..

Perícia não identificou fraude em cheques
Fraude em vendas

Conforme o documento da Polícia Civil, Dudu Reis vendeu um veículo Mercedes Benz com fraude em documento sete meses após a morte de Marcondelli. Além disso, aponta irregularidades na transferência e registros com processamento em Itatiba.

O empresário, inclusive, chegou com este carro para trabalhar em dezembro de 2022 quando alvo dos tiros e execução à luz do dia no bairro Fragata.

A Polícia Civil acusa também fraude na venda de um veículo Ecosport no Paraná. Conforme as informações do inquérito, o documento para transferência chegou em abril de 2023, quase cinco meses após a morte.

DIG pede prisão por fraude na venda de carros de Marcondelli, assassinado em MaríliaDIG pede prisão por fraude na venda de carros de Marcondelli, assassinado em Marília
Execução na rua em dezembro de 2022; vendas meses depois
Prisão preventiva

Assim, o relatório do delegado Luiz Marcelo Perpétuo Sampaio, aponta falsificação de documento público e uso de documento falso.

Além disso, destaca transferência de veículos de pessoa já falecida, fato juridicamente impossível, bem como emissão automática do CRV-e, sem documento original.

Justifica o pedido de prisão pela conveniência de instrução do processo e garantia de ordem pública, bem como assegurar aplicação da lei.

O Ministério Público pediu inclusão de documentos de antecedentes criminais e a 2ª Vara Criminal de Marília determinou anexação dos dados.



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