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Mercado global de carne suína pode abrir espaço para avanço de Goiás nas exportações Agrimidia

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O mercado internacional de carne suína, com projeção de alcançar cerca de 10,1 milhões de toneladas, pode representar uma oportunidade relevante para a suinocultura de Goiás. A avaliação faz parte do estudo “Suinocultura em Goiás – Perspectivas e Desafios”, elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica (UGE) do Sebrae Goiás. Apesar de contar com um rebanho de aproximadamente 1,55 milhão de animais e movimentar cerca de R$ 2,3 bilhões no mesmo ano, o estado ainda tem participação reduzida nas exportações nacionais, o que evidencia potencial de crescimento no mercado externo.

O material é voltado a produtores, empreendedores do setor agroindustrial, técnicos, consultores, estudantes, pesquisadores e gestores públicos. Ao reunir dados sobre mercado, produção, tendências e desafios, o estudo busca apoiar a tomada de decisão, estimular o planejamento estratégico e servir como base para políticas voltadas ao desenvolvimento da atividade.

De acordo com os dados, Goiás ocupa a sétima posição entre os maiores produtores do país, com destaque para Rio Verde, no Sudoeste do estado, responsável por 29% do rebanho estadual. Para a analista da UGE e autora do estudo, Polyanna Marques Cardoso, o avanço da atividade passa pelo enfrentamento de entraves estruturais, como a escassez de mão de obra qualificada, os altos custos de insumos e a necessidade de reduzir a dependência de destinos específicos de exportação. Atualmente, Singapura responde por mais da metade das vendas externas de carne suína goiana.

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O coordenador do Polo Sebrae Agro, Douglas Paranahyba, avalia que a internacionalização é um dos caminhos para o crescimento do setor. Segundo ele, embora a produção nacional atenda à demanda interna, o avanço da atividade em Goiás depende também da ampliação das exportações.

Os técnicos destacam ainda a importância da participação dos produtores em feiras, eventos e encontros do setor como forma de atualização profissional e ampliação de mercados. Esses espaços permitem o acesso a novas tecnologias, tendências produtivas e oportunidades comerciais, além de favorecer o contato com agroindústrias, compradores e instituições de apoio.

Polyanna também aponta a necessidade de fortalecer ações de marketing e reduzir preconceitos históricos em relação à carne suína, consolidando o produto como uma proteína saudável e versátil.

O estudo indica que o cenário global é impulsionado pelo crescimento populacional e pelo aumento da renda média, especialmente em países em desenvolvimento, o que tende a elevar a demanda por proteína animal. A carne suína já é a segunda mais consumida no mundo, atrás apenas da carne de aves.

Nesse contexto, Goiás reúne vantagens competitivas, como a oferta de grãos para ração e a posição estratégica para distribuição no país. Apesar da liderança dos estados do Sul, há espaço para avanço da produção goiana, principalmente pela base de insumos e localização logística.

Para Paranahyba, um dos principais desafios está na estruturação do mercado, com necessidade de alinhar o crescimento da produção à definição de canais de comercialização. Ele ressalta que, antes de ampliar o rebanho, é preciso garantir o destino da produção.

Embora o estado já exporte para países como Singapura e Vietnã, ainda há limitações para expandir a presença internacional. Entre elas está a necessidade de ampliar o número de frigoríficos com certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF), exigida para exportação. Atualmente, a habilitação internacional está concentrada, o que restringe a capacidade de processamento para pequenos e médios produtores.

O estudo também aponta a agregação de valor como uma oportunidade, embora as exportações ainda sejam majoritariamente de produtos in natura. Mesmo assim, Paranahyba destaca que a carne suína já agrega valor aos grãos produzidos no estado, utilizados na alimentação animal.

Apesar da concorrência de grandes players globais, como Estados Unidos, Canadá e países europeus, o relatório indica espaço para expansão, especialmente em mercados emergentes. Segundo o coordenador, a América do Sul pode se tornar uma parceira importante para absorver a produção excedente e impulsionar o crescimento da suinocultura em Goiás.

Fonte: ASN/Sebrae



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