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Laudo com três versões encaminha caso de briga e lesões; pode ir ao Júri em Marília

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Marília A Polícia Civil apresentou à 3ª Vara Criminal em Marília laudo de reconstituição com três versões sobre briga no trânsito com lesões graves e que pode chegar ao Júri Popular da cidade.

O documento considera as três versões viáveis, o que deixa a decisão para a Justiça e envolve a análise de todo o conjunto das provas no processo.

Envolve conflito entre o empresário Thiago Carrara e o motorista Alexandre Bernardi, vítima em queda de quatro metros de altura com lesões permanentes, perda de mobilidade e mais danos.

A queda aconteceu na rua Tucunarés, ao lado do Marília Shopping, em caso que começou como irritação no trânsito e perseguição. Mas o laudo analisa exclusivamente versões a partir do momento em que o empresário para o carro – na contramão -, ao lado do carro de Alexandre.

A versão do réu e seu cunhado

O empresário aponta a queda como uma casualidade e diz que apenas se defendeu de agressões do motorista.

Conforme mostrou a reconstituição, ele diz que Alexandre desceu do carro e passou a ofender e agredir pela janela do passageiro. Depois, que o motorista deu volta para chegar até ele, que desceu do veículo.

Diz que sofreu ataques, andou de costas em direção ao desnível da rua, a alguns metros, caiu de costas e empurrou Alexandre. O motorista passou um mureta de alguns centímetros, atingiu uma cobertura e caiu no solo de um posto abaixo da rua.

Alexandre teve lesões graves na cabeça e coluna. Thiago viu a queda e saiu, moradores chamaram socorro.

Thiago Andrade Oliveira, cunhado do empresário, estava no carro e apresentou versão em que nega qualquer participação na briga. Diz que desceu do carro depois de o confronto avançar e o empresário já retornava ao veículo.

Versão de testemunha

O caso tem contraponto em versão de uma testemunha, aliás, sob proteção judicial, que disse passar pelo local, ver a briga e ela contradiz o empresário e réu.

Conforme o depoimento, Thiago Carrera atacava Alexandre, que caminha de costa em direção ao vão e desnível. Diz que Alexandre mantinha postura de braços erguidos em defesa.

Disse que o ataque seguiu até os dois chegarem próximos ao vão, momento em que Alexandre tentou segurar o agressor, antes de cair.

Sem versão da vítima

O caso avança, assim, sem a versão de Alexandre, a vítima da queda. As lesões provocaram perda de mobilidade e cognição, bem como condições de fala e participação em todos os atos do processo.

Familiares do motorista acompanharam o caso e sua irmã, Cristiane, inclusive atua como advogada assistente na denúncia.



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