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“Não há fosfato para atender à demanda”, alerta CEO da Mosaic

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A escassez mundial de fertilizantes fosfatados é incontornável. A sinalização categórica é ninguém menos que o CEO da Mosaic, Bruce Bodine.

“Não vai haver fosfato suficiente para atender à demanda global”, disse o americano em teleconferência com analistas nesta segunda-feira. Segundo ele, a guerra do Irã prejudicou metade das matérias-primas usadas na fabricação de fertilizantes fosfatados;

Nas contas dele, quase 20% do fosfato e metade do enxofre transportado pelo mar são originados no Oriente Médio. Somam-se a isso os impactos da guerra na Ucrânia, que afetam as matérias-primas que passam pelo Mar Negro.

Com os problemas de oferta e produtores receosos para comprar diante das margens apertadas, Bodine chamou atenção para os efeitos negativos de que o comportamento prolongado de não aplicação de fosfatados pode ter no solo.

“Não há um substituto para o fosfatado. Quando os índices de aplicação são reduzidos drasticamente ou por muito tempo, o equilíbrio de nutrientes no solo e a produtividade são impactados”, ressaltou o CEO.

No potássio, um alento

Enquanto os problemas no fosfato persistem, a demanda por fertilizantes à base de potássio é um alento para a Mosaic.

Com uma dinâmica entre oferta e demanda global equilibrada, produtores de grandes mercados, como os Estados Unidos e Ásia, continuam demandando, algo já percebido no volume de encomendas na primavera.

“No mês passado, a Canpotex anunciou que já estava com a produção completamente comprometida até junho e a caminho de um ano recorde em 2026. Nós esperamos que os estoques permaneçam apertados no segundo trimestre”, projetou Bodine.

A força da demanda tem permitido que a empresa mantenha rodando a Colonsay, uma mina de maior custo que tem um impacto no custo por tonelada da companhia. Outros projetos devem fazer um ramp-up ainda neste ano, ajudando a mitigar custos.

***

No Brasil, a postura conservadora da Mosaic se mantém. “Nós gerenciamos o negócio para nos adaptarmos ao ambiente de crédito mais complexo. Temos sido mais seletivos na alocação de capital, além de ajustar o ritmo de vendas para manter nossa presença de mercado”, afirmou Bodine.

Depois de desativar a planta de Araxá (MG) e as atividades de mineração em Patrocínio (MG), o CEO afirmou aos analistas que a empresa está avaliando alternativas para ambos, incluindo a venda de ativos e o desenvolvimento de um projeto de nióbio em Patrocínio.



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