A Vivo já soma receitas de R$ 5,4 bilhões no mercado B2B nos últimos 12 meses com um portfólio de soluções digitais que engloba cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e serviços de TI. O segmento cresceu no período 23,8% e já representa 8,9% da receita total. No trimestre, o segmento somou R$ 1,4 bilhão e a tele destaca a parceria com a São Martinho, empresa referência no agronegócio, estruturada em conectividade e IoT. Trata-se de uma conta originalmente da TIM, que também iniciou a implementação de redes na Vale, cuja rede móvel privativa havia sido iniciada pela Vivo.
“Na Vale não perdemos nada do que conquistamos e continuamos oferecendo novos negócios. É normal um cliente desse porte ter mais de um provedor. A São Martinho é projeto em que vamos colocar 44 torres para atender para atender 350 mil hectares produtivos. Além de impactar a produtividade da própria São Martinho, vamos ajudar na cobertura móvel de 57 municípios em torno das usinas Pradópolis (SP); Iracema, em Iracemópolis (SP); Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP); e Boa Vista, em Quirinópolis (GO). O objetivo deles é habilitar a conectividade para sensores e máquinas num total 2,2 mil equipamentos. É um projeto único em que vamos usar 4G, NB IoT, CATM em 700 MHz”, elenca o CEO da Vivo, Christian Gebara.
O acirramento da disputa pelo mercado B2B entre as duas operadoras também poderá se refletir na aquisição da Oi Soluções, cujo preço mínimo foi fixado em R$ 1,4 bilhão, um leilão que a Vivo ainda avalia se vai participar. “Temos prazo de 15 dias para avaliar nossa participação. Nesse momento, não posso afirmar nem sim nem não. Mas todos os ativos dessa magnitude do mercado, a Vivo analisa. Mas para a decisão ainda temos prazo”, sinaliza Gebara.
Na entrevista sobre os resultados financeiros do primeiro trimestre nesta segunda-feira, 11/5, o CEO da Vivo destacou o bom desempenho da empresa no primeiro trimestre, nos principais indicadores financeiros, a começar pelo lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, alta de 19,2% na comparação anual. A receita total alcança R$ 15,5 bilhões, avanço de 7,4% e 1,2 ponto percentual superior ao crescimento registrado no mesmo período do ano passado. “Ressaltamos o protagonismo do pós-pago e da fibra, que combinados representam 74,3% de toda a receita de serviços. A evolução do negócio também se reflete no EBITDA, que evolui 8,9%, e chega a R$ 6,2 bilhões, com margem de 40,2%”, reforçou.
Os investimentos atingem R$ 2 bilhões, aumento de 9,6%, mas com a relação capex/receita de 13,2%, refletindo disciplina financeira e capacidade de ampliar faturamento com menor intensidade de capital. A maior parte dos recursos foi direcionada à ampliação da rede móvel 5G, presente em 905 cidades com 71% da população brasileira coberta, além da expansão da operação de fibra. A companhia encerra o trimestre com 31,5 milhões de domicílios e empresas cobertas com a tecnologia, aumento anual de 6,2%, mantendo a liderança com a maior rede do país.
O destaque é a receita de serviço móvel totaliza R$ 9,9 bilhões, alta de 6,6%, impulsionada pelo pós-pago, que fatura R$ 8,6 bilhões, com evolução de 7,8%. O segmento responde por 86,6% da receita de serviço móvel, apoiado pelas migrações do pré-pago para planos controle e pela aquisição de novos clientes. No último trimestre, a Vivo acelerou seu nível de adições líquidas de pós-pago em 22,7%, adicionando 827 mil novos acessos, o que contribuiu para o recorde de ARPU móvel, de R$ 31,90, com avanço de 5,7%.
“A receita de aparelhos e eletrônicos passa a ser cada vez mais relevante para a Vivo nesse nosso posicionamento como empresa varejista de produtos de tecnologia. Tivemos a maior expansão dos últimos cinco anos, um avanço de 26,6% na receita de aparelhos e eletrônicos e um faturamento no trimestre de R$ 1,2 bilhão, resultado de um portifólio mais competitivo e oferta mais ampla. Os celulares 5G representam 97,2% das vendas”, destaca Gebara.
Os acessos totais chegam a 117,4 milhões, alta de 1,1%; dos quais 103,7 milhões estão na rede móvel. No segmento pós-pago somam 72,1 milhões, progredindo 6,9% com market share de 42,2% e churn de 1%. Fibra alcança 31,5 milhões de domicílios cobertos, com 8,0 milhões de clientes já conectados, evoluindo a base em 11,5%.
Na rede fixa, a receita atinge R$ 4,4 bilhões, expandindo 5,1%, impulsionada principalmente pela fibra, que alcança R$ 2,1 bilhões, aumento de 9,3%. O resultado reflete a estratégia de convergência baseada no Vivo Total, oferta que integra fibra e móvel e já soma 3,6 milhões de clientes, um crescimento anual expressivo de 32,6%, passando a representar 44,7% da base de fibra – de 8,0 milhões de usuários – ante 23,9% em 2024.





