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Daki e a aposta em entregas ultrarrápidas

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O mercado de quick commerce, varejo digital de entrega ultrarrápida, acelera no Brasil com a entrada de gigantes globais. Com a concorrência mais acirrada, a plataforma de supermercado online Daki aposta em um modelo baseado em verticalização, tecnologia própria e controle operacional para se diferenciar e sustentar seu crescimento no País.

A empresa, que iniciou as operações em 2021, foca a estratégia para além da conveniência imediata e busca transformar a compra rápida em um hábito recorrente de reposição de despensa. “A gente não quer ser o que entrega mais rápido; a gente quer ser o que vira hábito”, define Maria Victoria Ferner, diretora comercial da Daki, em entrevista à Mercado&Consumo.

Atualmente, a Daki opera 40 dark stores em São Paulo e em Minas Gerais, todas com estoque próprio. Essas lojas são fechadas ao público e voltadas exclusivamente para as entregas. Dentro delas, atuam os shoppers, que são os profissionais que escolhem os produtos.

Segundo Maria Victoria, os shoppers são treinados para atuar não apenas como operadores logísticos, mas como uma extensão do próprio consumidor. Esse treinamento inclui critérios específicos para avaliar frutas, verduras e outros itens frescos, além da análise de produtos industrializados para evitar problemas como embalagens danificadas, por exemplo.

A tecnologia é a grande aliada desses profissionais, que usam anéis que funcionam como leitores de produtos integrados ao sistema da empresa. Caso um item errado seja selecionado, o dispositivo emite um alerta sonoro imediatamente.

Além disso, as lojas contam com um sistema de endereçamento inteligente. Quando o pedido chega ao shopper, ele já recebe o trajeto exato que deve percorrer dentro da dark store da Daki para localizar os itens com rapidez. Hoje, segundo a empresa, cerca de 90% dos pedidos são entregues dentro do prazo prometido, enquanto o NPS, métrica usada para medir o nível de satisfação e fidelidade dos clientes, gira em torno de 86.

Mais do que entrega rápida

O quick commerce cresce no Brasil impulsionado pela busca do consumidor por conveniência e agilidade. Empresas como Rappi e Mercado Livre vêm ampliando a oferta de entregas ultrarrápidas em parceria com varejistas. A própria Daki mantém uma parceria com o iFood baseada na complementaridade: enquanto a startup oferece especialização em quick commerce, o iFood contribui com escala de usuários e capilaridade logística.

Recentemente, a disputa ganhou novo tom com a chegada de serviços de gigantes globais ao Brasil, como 99Compras, da chinesa DiDi, e Amazon Now, da Amazon. Para Maria Victoria, esse movimento ajuda a consolidar a categoria. “A entrada de grandes players reforça que o quick commerce no Brasil é uma categoria real, com escala e recorrência”, afirma.

Segundo a executiva, o diferencial da Daki está no foco exclusivo no modelo. “A empresa nasceu para operar exclusivamente nesse formato, sem precisar adaptar estruturas ou processos de outros negócios. Isso permitiu acumular, desde cedo, um aprendizado relevante sobre operação, comportamento do consumidor e eficiência logística.”

A empresa opera com cerca de 4 mil SKUs por unidade e usa inteligência de dados para adaptar o sortimento ao perfil de consumo de cada região. Segundo a empresa, essa é outra estratégia que diferencia a Daki de modelos mais generalistas, focados em conveniência pontual ou categorias específicas.

Para Maria Victoria, a consolidação do quick commerce dependerá menos da disputa pela entrega mais rápida e mais da capacidade de gerar confiança e recorrência. “Tudo o que você vê no aplicativo da Daki é o estoque real da sua loja. O combinado não sai caro”, conclui.

Imagem: Divulgação



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