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Alto custo de reposição reduz lotação dos confinamentos

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O aumento no custo de reposição já começou a mudar o comportamento dos confinadores, na percepção de Thiago Zarpelon, diretor de negócios em Bovinos de Corte da Cargill/Nutron.

Em março, a lotação dos confinamentos ficou 10 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. “O boi magro subiu e o confinador está inseguro quanto ao futuro. Então, as operações hoje estão menos ocupadas do que no ano passado”, afirmou Zarpelon a jornalistas.

Desde janeiro, o preço do boi magro subiu 15% em Mato Grosso, chegando a R$ 4.800 por cabeça, segundo dados do Imea. O preço do boi gordo subiu na mesma proporção no estado, mas a expectativa de queda da arroba nos próximos meses, devido ao esgotamento da cota chinesa para as exportações, tornou o cenário bastante incerto e arriscado para os confinadores.

O ano, contudo, começou com otimismo nos 217 confinadores que participaram da pesquisa realizada pela Cargill entre janeiro e fevereiro — período marcado por uma alta nos preços do boi gordo, que atingiu o pico em abril. Nos últimos dois meses, as cotações começaram a enfraquecer.

Em 63% das respostas, o valor de venda do boi foi apontado como a maior oportunidade de ganhos em 2026. O custo dos insumos também foi apontado como uma oportunidade por mais da metade (52%) dos confinadores, ocupando a segunda posição no levantamento.

“O custo do insumo é basicamente milho e soja. Quando você olha para essas commodities, historicamente, está em um bom momento para se fazer ração animal”, disse Felipe Bortolotto, gerente de tecnologia para gado de corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.

Em terceiro lugar, ficou o critério de gestão de risco na comercialização do gado, elencado como uma oportunidade por metade dos entrevistados. Em quarto, a recria na fazenda (45%) e, em quinto, o desempenho zootécnico (36%).

As entrevistas fazem parte do Benchmarking Confinamento Probeef, maior base de dados sobre pecuária intensiva na América Latina. Em 2026, o material analisou 2,7 milhões de animais, representando aproximadamente 27% do mercado nacional de confinamento.



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