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Como o jiu-jitsu está mudando comunidades no Brasil e nos EUA

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Muito além de uma arte marcial, a prática tem sido utilizada para desenvolver disciplina, autocontrole e resiliência


Os ensinamentos do esporte, como controle, resistência e estratégia, ajudam jovens de regiões carentes a superarem os desafios de hoje e do futuro

O jiu-jitsu tem se consolidado como uma ferramenta poderosa de transformação social em diferentes partes do mundo, principalmente no Brasil. Muito além de uma arte marcial, a prática tem sido utilizada para desenvolver disciplina, autocontrole e resiliência.

Um dos nomes envolvidos nesse movimento é João Mingo, faixa-preta 3º grau e profissional do mercado financeiro com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro. Dividindo sua atuação entre o Brasil e os Estados Unidos, ele vem utilizando o jiu-jitsu como instrumento de impacto social.

Em São Paulo, Mingo coordena, em parceria com o Projeto UNA, uma iniciativa voltada a jovens que vivem em regiões vulneráveis, em especial a comunidade do Pantanal, na divisa com Diadema. O projeto atende centenas de crianças e adolescentes, oferecendo treinamento esportivo aliado a valores educacionais.

Mudança de vida

E a ciência confirma: de acordo com a International Integralize Scientific, relevante periódico dedicado ao conhecimento acadêmico, a implementação dessas metodologias ativas contribui no desempenho educacional dos jovens, com um aumento de até 15% nas médias finais em disciplinas de ciências da natureza, por exemplo.
 
Para alguns educadores, essa mudança é visível e o impacto vai além do tatame. “Existe uma mudança clara no comportamento dos alunos. Eles passam a lidar melhor com frustrações, desenvolvem disciplina e mostram melhora no ambiente escolar”, afirma Josué Romano, presidente do Projeto UNA.

No caso de Mingo, a conexão com o jiu-jitsu começou como prática pessoal, mas ganhou outro significado ao longo dos anos, principalmente quando começou sua vida profissional. — Tomada de decisão sob pressão, controle emocional e disciplina são habilidades fundamentais tanto no jiu-jitsu quanto no mercado financeiro — afirma.

No tatame, a lógica é direta: não há atalhos. A evolução vem com repetição, esforço e disciplina, valores que acabam refletindo fora do treino.

O jiu-jitsu cria um ambiente onde o jovem aprende que evolução depende de consistência. Isso muda a forma como ele enxerga desafios dentro e fora do esporte — completa.

Projeto cruza fronteiras

A iniciativa ultrapassou o Brasil e ganhou espaço também nos Estados Unidos. Em 2017, João fundou a TRA Jiu Jitsu, com unidades em New Jersey. Por lá, o trabalho vai além das aulas tradicionais. A academia também desenvolve ações sociais e a aplicação do jiu-jitsu em parceria com forças policiais locais. O foco é em técnicas de controle e contenção, alinhadas a práticas modernas de uso proporcional da força.

Com planos de expansão nos Estados Unidos e continuidade dos projetos sociais no Brasil, Mingo pretende ampliar o alcance do jiu-jitsu, além de trabalhar para expandir o número de jovens beneficiados pelos ensinamentos dessa arte milenar. “O trabalho está apenas começando”, afirma. “Nossa missão é seguir nesse processo de transformação e alcançar centenas e até milhares de pessoas nos próximos anos”, finaliza.





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