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Família de jovem morto em rodeio reage com indignação ao adiamento de júri • Marília Notícia

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Moroni Siqueira Rosa atirou na vítima quando ela estava de costas (Foto: Reprodução)

Adiado às vésperas de sua realização, o julgamento do ex-policial militar Moroni Siqueira Rosa, de 39 anos, acusado de matar um jovem durante o Marília Rodeio Music, provocou revolta entre familiares da vítima, o técnico agrícola Hamilton Olímpio Ribeiro Júnior, de 29 anos. O júri estava marcado para esta terça-feira (5), mas deve ocorrer apenas depois de setembro, conforme a agenda da Vara Criminal.

A suspensão ocorreu após a renúncia do advogado de defesa, conforme mostrou o Marília Notícia. O réu informou estar ciente da saída do defensor e solicitou prazo de cinco dias para constituir nova defesa, concordando com o adiamento.

Segundo o processo, o advogado deixou o caso por “questões contratuais”, embora tenha se colocado à disposição para a transição. Diante da mudança, a Justiça entendeu pela necessidade de redesignação do júri, para garantir o direito à ampla defesa.

Apesar do adiamento, a prisão preventiva do acusado foi mantida. Ele segue custodiado no presídio militar Romão Gomes, na capital paulista.

Indignação da família

A decisão gerou forte reação entre familiares da vítima. O advogado que representa a família, Walisson dos Reis Pereira da Silva, afirmou que o adiamento foi recebido com “muita indignação”.

“Esse júri está marcado há mais de oito meses. Eu mesmo vim de Brasília para acompanhar. Agora ele só vai acontecer depois de setembro, provavelmente em outubro”, declarou.

Segundo Silva, embora a decisão judicial seja compreensível do ponto de vista legal, a forma como ocorreu causa revolta. “Cancelar um júri na véspera gera custos, mobiliza o Judiciário e é um desrespeito. Para nós, soa como uma manobra”, afirmou.

O advogado também destacou a gravidade do caso. “Estamos falando de um agente da segurança pública, treinado pelo Estado, que utilizou arma institucional para atirar em pessoas em uma festa. Ele responde por um homicídio consumado e duas tentativas. A pena precisa ser exemplar.”

Mesmo com o adiamento, a família afirma que seguirá acompanhando o caso. “Voltaremos para o júri e vamos buscar justiça por Hamilton e pelas demais vítimas”, completou.

Ex-policial militar Moroni Siqueira Rosa foi preso em flagrante após homicídio (Foto: Arquivo/Marília Notícia)

Caso

O crime ocorreu na madrugada de 31 de agosto de 2024, durante evento no distrito de Lácio, em Marília. O técnico agrícola Hamilton foi baleado durante uma discussão em meio ao público.

De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), o então policial, que estava de folga, teria consumido bebida alcoólica antes de sacar a arma e efetuar disparos. Hamilton foi atingido, inclusive pelas costas, e morreu no local. Outras duas pessoas também foram baleadas, mas sobreviveram.

O ex-PM foi denunciado por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. Ele também já foi desligado da corporação após processo administrativo.

A nova data do júri ainda será definida pela Justiça.





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