Depois de cair mais de 60% em doze meses, as ações da americana FMC tiveram um belo alívio nesta quinta-feira, acalentando os investidores que esperam a recuperação da gigante de defensivos agrícolas.
Na bolsa de Nova York, as ações da FMC dispararam nesta quinta-feira. Por volta das 15h31, os papéis subiam mais de 6%.
A forte alta reflete a divulgação do balanço do primeiro trimestre, que veio com receita e Ebitda acima do esperado e um prejuízo menor que o antecipado pela companhia.
O cenário está longe de ser maravilhoso, mas há motivo para esperança. A receita da FMC caiu 4% no primeiro trimestre, mas veio US$ 12 milhões acima das projeções da própria companhia, totalizando US$ 762 milhões.
Para chegar a esse número, a companhia contou com um aumento de vendas de herbicidas na América do Norte e nos Emirados Árabes.
Do lado negativo, as vendas da linha dos inseticidas da classe diamida diminuíram e os preços ficaram menores, refletindo o vencimento de patentes em diferentes mercados. Combinados, esses fatores contribuíram para mais da metade da queda 6% nos preços registrada pela FMC, o que pressionou a receita.
O volume de vendas e uma dinâmica de câmbio mais favorável que o esperado, em conjunto, ajudaram a minimizar o impacto da queda de preços no Ebitda, que ficou US$ 17 milhões maior do que se previa anteriormente (totalizando US$ 72 milhões).
Nesse ambiente, a FMC adotou um tom otimista para o ano. A companhia americana manteve a previsão de crescimento de 1% nas vendas em 2026.
“Estamos mantendo nosso guidance apesar do aumento da incerteza relacionado às tarifas e aos conflitos no Irã. Estamos começando a ver um aumento de custos em energia, transporte e em petroquímicos, ao mesmo tempo que as tarifas estão menores e há potencial para recuperar tarifas pagas anteriormente”, afirmou Pierre Brondeau, CEO da FMC, em teleconferência com analistas.
Na ocasião, Brondeau dividiu com os analistas os porquês de acreditar em um segundo semestre mais otimista. Uma das razões está na América Latina — e especificamente no Brasil, que é o mercado mais importante para a FMC na região, responsável por quase um terço das vendas da multinacional no ano passado.
“Já tiramos 32% dos pedidos do Brasil para o segundo semestre e esperamos chegar à metade até junho, o que reflete uma porcentagem de encomendas maior do que a do mesmo período do ano passado, sobre um volume maior de vendas”, ressaltou Brondeau.
Esse sinal positivo da América Latina se soma à demanda por produtos com patente. Nas expectativas do CEO, pelo menos dois terços do Ebitda no segundo semestre deve ser formado por um portfólio de novos ingredientes ativos, tanto na região quanto nos Emirados Árabes.
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Na bolsa de Nova York, a FMC está avaliada em US$ 1,9 bilhão. No acumulado de 2026, os papéis sobem 12,4%.
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