Em meio a um acordo de cessar-fogo e uma indefinição no conflito com os Estados Unidos, a participação da seleção do Irã na Copa do Mundo ainda não está completamente confirmada. Apesar da classificação, a segurança dos jogadores, que vão disputar as três partidas da fase de grupos justamente no país norte-americano, foi tema de uma declaração do ministro do Esporte iraniano, Ahmad Donyamali, em entrevista à agência Tasnim. Segundo Donyamali, a seleção só participará do Mundial caso a segurança dos atletas seja assegurada e sob uma aprovação do governo.
— Se a segurança dos jogadores da seleção nacional nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para a Copa do Mundo — disse o ministro à agência Iraniana. Donyamali acrescentou que a decisão será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Além disso, o ministro também salientou que a seleção precisará estar “preparada” caso vá para a competição.
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Para garantir a segurança, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) solicitou à Fifa, no mês passado, a transferência de seus jogos para fora dos Estados Unidos. A entidade máxima do futebol, no entanto, afirmou que todas as partidas da Copa do Mundo seguirão conforme o planejado, descartando a possibilidade do México sediar os duelos da seleção iraniana. A presidente do país, Claudia Sheinbaum, em entrevista coletiva, disse que dificuldades logísticas impediriam as mudanças.
Na última quarta-feira (15), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse estar “confiante” de que o Irã jogaria a Copa do Mundo, apesar de comentários de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos disse que “não seria apropriado” que a seleção do Irã participasse do torneio.
O Irã estreia contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, e depois enfrenta a Bélgica no dia 21. As duas partidas serão realizadas em Los Angeles. Em 26 de junho, a equipe jogará contra o Egito, em Seattle. Caso avance à fase eliminatória, não existiriam partidas nem no Canadá nem no México (todas seriam realizados nos Estados Unidos).
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