Em Portugal, última parada da viagem à Europa, o presidente Lula disse que os dois países vivem o melhor momento em sua relação bilateral. Ao primeiro-ministro português, José Montenegro, Lula reforçou que os brasileiros que estão lá investem no país, trabalham, e aprendem muito.
“Pro Brasil mandar a gente para cá, tem vindo muita gente já mais profissionalmente sofisticadamente formado. Tem vindo um setor de classe média que tem comprado casas aqui em Portugal e tem vindo muita gente para trabalhar. E uma coisa eu posso te assegurar, Primeiro Ministro, se tem um povo trabalhador é o povo brasileiro. Se tem um povo que gosta de trabalhar e que aprende com muita facilidade fazer as coisas, pode ter certeza que é o povo brasileiro”.
A visita de Lula e a declaração dele ocorre num momento em que está em vigor uma lei antiimigração, com regras mais rígidas para quem vem de fora. O que afeta, diretamente, os brasileiros, que são a maior comunidade estrangeira em Portugal: 500 mil pessoas registradas só em 2023.
O primeiro-ministro, José Montenegro, falou que as comunidades estão no melhor momento. Chamou até de integração social impecável. Sobre os casos de xenofobia, de discriminação e incitação ao ódio que parte dos brasileiros enfrentam em Portugal, o primeiro ministro minimizou.
“Os brasileiros que procuram Portugal, que neste momento são mais de 500 mil, têm vindo para trabalhar, para desenvolver os seus projetos de vida e têm tido uma integração social e econômica absolutamente impecável. Isto não significa que não possa ter havido aqui ou acolá um foco de perturbação, que é natural numa comunidade”.
Durante a declaração à imprensa, tanto Lula quanto José Montenegro, falaram do acordo Mercosul-União Europeia, que começa a valer dia primeiro de maio. Reforçaram a importância desse acordo para os dois países. O acordo, por enquanto, entra em vigor provisoriamente porque está sendo questionado na Justiça pelo Parlamento Europeu. Uma das preocupações é com relação aos agricultores por conta de benefícios tributários para os sul americanos. Lula reforçou:
“É sempre uma bobagem achar que um vai acabar com a agricultura do outro. Não é assim que se faz comércio internacional. O comércio internacional só dá resultado se você não quiser sufocar o teu cliente. É preciso que o cliente sobreviva, para ser teu cliente. E é isso que nós queremos, que a nossa relação com a União Europeia seja a mais sofisticada possível”.
Ao voltar a pedir a paz e o fim dos conflitos, Lula aproveitou para ironizar o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. Disse que de tanto Trump falar que acabou com oito guerras e não ganhou o Prêmio Nobel da Paz, era melhor dar logo o prêmio para ele para que o mundo possa viver tranquilamente.
Depois do dia de reuniões, Lula encerra a viagem que começou na sexta-feira. Ele passou também pela Espanha e Alemanha e desembarca de volta ao Brasil na noite desta terça-feira.





