A dívida da Oi está em R$ 42 bilhões, com R$ 8,1 bilhões a serem pagos até dezembro de 2027, R$ 5,7 bilhões até dezembro de 2028 e R$ 28,2 bilhões a partir de 2029. E a contabilidade apresentada pela gestão judicial mostra que a receita líquida está em R$ 85 milhões ao mês, com prejuízo operacionais mensais de mais de R$ 7 milhões.
O grupo Oi diz ter R$ 101 milhões em caixa, mesmo considerando todo o saque que R$ 517 milhões realizado junto às garantias com a Anatel. A empresa projeta ter caixa de apenas R$ 30 milhões em setembro, podendo variar em função dos recursos que entram da venda da V.tal e da UPI Serviços Telefônicos, vendida à Método Telecom por R$ 61 milhões.
Em meio a isso, a equipe comercial da Gestão Judicial se encontra em processo de negociação com a Claro S/A., com objetivo de buscar o desbloqueio de R$ 14,7 milhões decorrentes de relação comercial firmada entre as empresas para a execução do Consórcio Nova Rede Correios (“Consórcios”), contratado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT por meio do Contrato nº 027/2016. Tão logo revertido esse valor em favor da Companhia, parte dos recursos integrarão o contingenciamento para pagamento de créditos vencidos e não pagos, dentro da diretriz central de cumprimento do Plano de Recuperação Judicial.
“Não obstante as diretrizes promovidas pela Gestão Judicial de redução de custos; racionalização dos processos operacionais a suspensão das obrigações extra concursais determinada por este d. Juízo, a cada período se verifica a necessidade de maior consumo de caixa, principalmente na ocorrência de eventos extraordinários de reforço de liquidez, o que constitui sinal de permanência da fragilidade financeira e dificuldade de reverter os indicadores negativos de desempenho econômico”.
Mas fica clara a estratégia da gestão judicial da Oi: vão fazer de tudo para evitar a decretação da falência. E por isso, a venda de ativos segue sendo a prioridade principal. A falência colocaria os créditos trabalhistas com prioridade à frente dos credores, e ao que parece, essa é uma situação que o atual gestão judicial não cogita como possibilidade.





