Bloomberg — Nik Storonsky, CEO da Revolut, disse querer levar o banco digital londrino à bolsa, mas não antes de 2028, estendendo o prazo de uma das ofertas mais aguardadas da Europa.
“Daqui a dois anos”, disse Storonsky sobre uma possível oferta pública inicial em entrevista a David Rubenstein para um episódio do programa The David Rubenstein Show: Peer to Peer Conversations.
“Somos um banco, e para um banco é extremamente importante ter credibilidade. Empresas de capital aberto são mais confiáveis do que empresas de capital fechado.”
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Os comentários de Storonsky encerram qualquer especulação de que a fintech — apoiada pela Nvidia e pela Coatue Management — pudesse abrir capital ainda neste ano ou manter o capital fechado.
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A empresa vai avaliar o lançamento de mais vendas secundárias de ações antes de qualquer oferta pública inicial, já que geralmente realiza esse tipo de operação a cada um ou dois anos, segundo Storonsky.
As operações secundárias geram liquidez para investidores iniciais e funcionários, permitem que a Revolut mantenha o capital fechado por mais tempo e, em geral, elevaram sua avaliação.
A Bloomberg News noticiou em fevereiro que a empresa analisava uma nova venda de ações neste ano.
A operação secundária mais recente, concluída em novembro, avaliou a fintech em US$ 75 bilhões, ante US$ 45 bilhões um ano antes.
Com a valorização da Revolut em alta, a empresa acelerou seus planos de expansão internacional.
A Revolut solicitou recentemente uma licença bancária nos Estados Unidos e nomeou o ex-executivo da Visa Cetin Duransoy para supervisionar a região.
A empresa opera nos Estados Unidos de forma incipiente desde 2020 e trabalha com bancos parceiros para atender clientes.
A Revolut discutiu pela primeira vez a solicitação de uma licença bancária americana em 2021, mas pausou esses esforços para focar na aprovação regulatória no Reino Unido, obtida em março.
Storonsky disse que a autorização para a licença bancária americana — que permitirá à Revolut acessar diretamente os sistemas de pagamento do Federal Reserve e oferecer empréstimos pessoais e cartões de crédito — pode levar até um ano.
O “objetivo oficial” da empresa para a obtenção da licença bancária nos EUA, porém, é de quatro meses, segundo Storonsky.
“É obviamente muito mais fácil para nós agora, dado o novo governo, além de termos tantas outras licenças bancárias e agora também uma licença bancária no Reino Unido”, disse ele, quando questionado sobre sua confiança em obter aprovação americana. “Para nós ficou muito mais fácil em comparação a dois anos atrás.”
O CEO conversou com Rubenstein em Washington, durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional, onde participou de encontros com reguladores e líderes empresariais.
“Acho que definitivamente preciso usar terno”, disse ele, quando questionado se teria de cortar o cabelo comprido para obter uma licença bancária nos Estados Unidis.
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