Marília – Estudo do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) sobre mercado em Marília e região mostra queda de 9,48% na venda de 9,48% e de 46,1% nas locações em dezembro na comparação com novembro do ano passado.
O levantamento aponta ainda que o comércio de imóveis de perfil popular, principalmente casas, deu maior sustentação ao mercado no período.
A pesquisa envolve informações de 74 imobiliárias na cidade e em mais 13 municípios, como polos como Assis e Ourinhos, bem como cidades menores.
“O comportamento do mercado em dezembro reflete fatores sazonais, como férias escolares, gastos de fim de ano e menor disponibilidade de crédito.”
Soma-se a isso um contexto de maior seletividade dos consumidores, atentos às condições de financiamento e ao custo de vida.
Ao longo de 2025, contudo, a recuperação do emprego formal, a estabilidade relativa da renda e a linhas de crédito habitacional sustentaram a demanda.
Assim, influenciaram, sobretudo, segmento de imóveis populares, que permanece como o principal motor do mercado regional.
Vendas no mês
As casas 62% dos negócios, enquanto os apartamentos responderam por 38%. A faixa de preço predominante ficou até R$ 200 mil. Aliás, a maioria envolve casas padrão de novos conjuntos populares, com dois quartos e área a partir de 50 m².
A localização dos imóveis vendidos reforça o caráter popular do mercado: 68,1% das transações ocorreram nas regiões periféricas. Assim, apenas 27,7% em áreas nobres e apenas 4,3% nas regiões centrais.
O financiamento habitacional segue como pilar das aquisições. A CAIXA respondeu por 53,4% das operações. As vendas à vista e os negócios diretos com proprietários somaram, cada um, 8,6%, enquanto os consórcios tiveram participação residual.
Locações em Dezembro
A faixa de aluguel com maior número de contratos situou-se entre R$ 1.000 e R$ 1.500, compatível com o perfil de renda local e imóveis funcionais.
A preferência de localização dos inquilinos mostrou maior equilíbrio: 42,9% optaram por bairros nobres, 35,7% por regiões periféricas e 21,4% pela área central.
Em 84,6% dos casos os contratos ainda tiveram fiadores, enquanto o depósito caução e o seguro fiança tiveram participação bem menor, ambos com 7,7%.





