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Rabobank vê retomada gradual nos fertilizantes em 2027

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Na sequência do tombo já dado como certo em 2026, o mercado de insumos deve iniciar uma recuperação no próximo ano, sustentada por uma estabilização das margens dos produtores de grãos. A análise é do Rabobank, que atualizou nesta quarta-feira as suas estimativas para a safra 2026/27.

Depois de uma queda estimada em 9,6% neste ano, as entregas de fertilizantes devem subir 5% em 2027, para 46,6 milhões de toneladas, segundo projeção dos analistas do banco holandês. A retomada, no entanto, não será suficiente para levar o mercado ao nível recorde de 2025, quando as entregas atingiram 49,7 milhões de toneladas.

A recuperação ainda depende de uma melhora da situação financeira dos produtores, que sofrem com alto endividamento, juros elevados e aumento nos custos de produção, ressaltou Bruno Fonseca, analista sênior de Fertilizantes e Insumos do Rabobank, a jornalistas.

O cenário desafiador deve continuar presente em 2027, uma vez que o conflito no Oriente Médio “segue sem perspectiva clara de solução e continua afetando o mercado de fertilizantes, com reflexos nas margens operacionais das principais commodities agrícolas”.

A perspectiva para as margens dos produtores é de uma estabilização no próximo ano, seguindo uma tendência iniciada em 2025/26. Uma melhora deve começar a ser vista ao final da safra 2027/28, acrescenta o Rabobank, sinalizando uma reversão do ciclo atual.

Um melhor equilíbrio da situação financeira dos produtores também deve beneficiar o mercado de defensivos. Para 2027, o RaboResearch, braço de análises do Rabobank, projeta um leve avanço do mercado, de US$ 20,4 bilhões para US$ 20,9 bilhões, “em linha com uma recuperação gradual da demanda”.

O mercado de biológicos também deve manter um crescimento modesto, estimado em 4,4% na base anual, saindo de R$ 6,7 bilhões para mais R$ 7 bilhões.

Já o mercado de sementes segue em recuperação, pontua o banco, enquanto as vendas de máquinas continuarão limitadas pela situação financeira dos produtores.

Em relação à safra 2026/27, os analistas do Rabobank demonstraram preocupação com o timing entre as importações de nutrientes e as entregas de fertilizantes para a safrinha de milho e outras culturas que vão demandar os insumos a partir de janeiro.

Até o final de setembro, as importações de ureia e sulfato de amônio apresentam uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2025, um atraso que dificilmente será compensado no resto do ano, diz o Rabobank.



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