O Brasil está na dianteira como fornecedor mundial mais sustentável de alimentos, bioenergia e outros produtos agropecuários. A avaliação é de Marcos Fava Neves, professor titular da Faculdade de Administração da USP e da Harven Agribusiness School e sócio da Markestrat Group, em artigo assinado com Vinícius Cambaúva, Letícia Franco Martinez, Beatriz Papa Casagrande e Rafael Barros Rosalino, publicado na edição 1343 da revista Avicultura Industrial.
Os autores mostram o peso do agro na economia: em 2025, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 68,3 bilhões, mas, sem o agronegócio, o resultado seria um déficit de US$ 80,8 bilhões. As exportações são lideradas pelo complexo soja, carnes, produtos florestais, café e açúcar e etanol, com destinos cada vez mais diversificados.
Produzir mais sem abrir áreas
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Segundo o artigo, o Brasil mantém cerca de 65,6% de seu território de 851,6 milhões de hectares destinado à preservação da vegetação nativa. Desde a safra 1985/86, a produção de grãos cresceu mais de 500%, enquanto a área cultivada apenas dobrou. Esse efeito poupa-terra evitou a incorporação de cerca de 147 milhões de hectares à produção. Na pecuária, a área de pastagens diminuiu ao mesmo tempo em que a produção de carne cresceu.
Os autores destacam práticas como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de pastagens, bioinsumos e agricultura de precisão, além da economia circular, que conecta lavoura, pecuária e geração de energia.
Energia limpa
O artigo também ressalta a matriz energética brasileira, uma das mais limpas do mundo, e o papel dos biocombustíveis. Em cinco anos, o programa RenovaBio evitou a emissão de quase 200 milhões de toneladas de CO₂. As projeções apontam crescimento do etanol de milho e do biodiesel, e os autores veem no biogás e no biometano, a partir de resíduos agropecuários, uma alternativa estratégica para a transição energética.
Agenda para o futuro
Para enfrentar o desafio de produzir mais alimentos e preservar o meio ambiente, os autores apresentam uma agenda estratégica. A proposta inclui o avanço de sistemas sustentáveis, tecnologia, bioinsumos, melhoramento genético, bioenergia e políticas públicas de descarbonização e conservação.
Leia o artigo completo na edição 1343 da revista Avicultura Industrial.





