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Sem picadinha: startup chinesa aposta em “caneta emagrecedora eletrônica”

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Startup chinesa de neurotecnologia, a BrainCo está desenvolvendo um dispositivo vestível que promete inibir o apetite ao estimular o cérebro, oferecendo uma alternativa não medicamentosa aos tratamentos com GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

A empresa planeja lançar o produto em dois a três anos, começando pela China e, em seguida, nos Estados Unidos.  A cofundadora Nix He mencionou que o dispositivo funcionaria como uma “versão eletrônica” dos medicamentos para obesidade.

A BrainCo, que já atua em neuroterapia e robótica, também desenvolve mãos protéticas controladas por sinais cerebrais. Fundada em 2015, a empresa captou cerca de US$ 280 milhões e está se posicionando como rival da Neuralink, de Elon Musk.

Apesar de enfrentar escrutínio sobre suas tecnologias, a BrainCo acredita na aceitação de mercado para seus produtos nos EUA e considera expandir para abordagens invasivas no futuro.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Sob o impulso de empresas como a dinamarquesa Novo Nordisk e, posteriormente, a americana Eli Lilly, os medicamentos à base de GLP-1 – as conhecidas “canetas emagrecedoras” – tornaram-se um fenômeno no tratamento à obesidade nos últimos anos.

Agora, essas mesmas farmacêuticas estão testando versões em pílulas, menos invasivas, para dar sequência a essa explosão nas vendas do setor. Mas, em paralelo, há quem esteja propondo um outro caminho para entrar nesse mercado e capturar os novos efeitos dessa onda.

Esse é o caso da chinesa BrainCo. A empresa de neurotecnologia está desenvolvendo um dispositivo vestível (wearable) que, segundo a companhia, pode inibir o apetite ao estimular o cérebro, colocando o produto como uma alternativa potencial não medicamentosa aos tratamentos com GLP-1.

Sócia-fundadora da empresa, Nix He afirmou em entrevista à agência Bloomberg que a companhia planeja lançar o dispositivo no prazo de dois a três anos. A estreia deve acontecer na China e, na sequência, os Estados Unidos serão provavelmente o próximo mercado a receber o produto.

De acordo com He, o dispositivo funcionaria efetivamente como uma “versão eletrônica dos medicamentos para obesidade” à base de GLP-1, com a BrainCo aplicando sua tecnologia de interface cérebro-computador nesse segmento.

Nessa esteira, ela afirmou que a empresa irá explorar diferentes formas de comercializar o produto, o que inclui a possibilidade de lançar versões separadas destinadas para uso médico e para o consumidor final.

Caso seja concretizado, esse passo expandiria a atuação da BrainCo, que se concentra em dispositivos de neuroterapia, próteses e robótica. Hoje, a empresa vende dispositivos que coletam, decodificam e estimulam sinais neurais para tratar distúrbios como autismo, déficit de atenção e insônia.

Além de vestíveis, a companhia desenvolve mãos protéticas que permitem que pessoas amputadas e com deficiência controlem dedos realistas usando sinais cerebrais, possibilitando a realização de tarefas como escrever e tocar piano.

A empresa tem fornecido mãos robóticas para a indústria chinesa de robótica humanoide e protocolou recentemente um pedido confidencial para um IPO em Hong Kong. He se recusou a comentar, porém, sobre esses planos para abrir capital ou levantar recursos adicionais antes da listagem.

Fundada em 2015, sede em Hangzhou e origem nos laboratórios de inovação de Harvard, a startup já captou cerca de 2 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 280 milhões) junto a fundos como IDG Capital, Walden International e H World Group.

Com esses investidores e seu portfólio, a BrainCo tem se posicionado como uma das rivais chinesas da Neuralink, empresa de Elon Musk que atua na produção de implantes de chips cerebrais e já captou US$ 1,3 bilhão com investidores como a Founders Fund, de Peter Thiel.

Nessa disputa, a BrainCo e outras empresas chinesas no segmento têm enfrentado um escrutínio crescente em torno das suas tecnologias, o que inclui propostas de restrições nos Estados Unidos ao investimento em companhias do país asiático que atuam no setor.

Na contramão dessas barreiras, He afirmou à Bloomberg que a companhia segue enxergando uma “grande aceitação de mercado” para sua mão protética nos Estados Unidos e que espera que o crescimento no mercado americano acelere.

“Ainda vemos uma enorme demanda por nossos produtos, tanto as mãos robóticas para humanoides quanto as mãos protéticas para amputados”, afirmou He. Ela acrescentou que, no futuro, a empresa pode expandir sua atuação para abordagens invasivas que exigem implantes cerebrais.



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