14.1 C
Marília
HomeRegiaoVivo faz conexão com Starlink, de Elon Musk, para ampliar cobertura móvel...

Vivo faz conexão com Starlink, de Elon Musk, para ampliar cobertura móvel n…

spot_img


A Vivo acaba de fechar uma parceria com a Starlink, serviço de internet via satélite de baixa órbita da SpaceX, de Elon Musk, que vai conectar celulares compatíveis via satélite em locais sem acesso à rede terrestre.

“Todas as operadoras do Brasil têm 21% do território coberto se somada à infraestrutura de redes móveis terrestres. Agora, com esse complemento de cobertura via satélite, chegamos a 100% do território com cobertura outdoor”, afirma Alex Salgado, COO da Vivo, ao NeoFeed.

A tecnologia, conhecida como Direct-to-Device (D2D), permite que aparelhos compatíveis se conectem diretamente aos satélites, sem depender de torres, antenas ou de um equipamento específico em solo.

A conexão, porém, exige visibilidade do céu e não foi desenhada para funcionar dentro de casa ou em outros ambientes fechados, onde paredes e estruturas podem bloquear o sinal.

O serviço também tem limitações de velocidade e está restrito a alguns recursos, como envio de mensagens e uso de aplicativos de localização, além do app da própria operadora.

A oferta está disponível a partir desta segunda-feira, 26 de outubro, para cerca de 50 milhões de clientes da Vivo, entre consumidores e empresas. Os aparelhos compatíveis vão se conectar automaticamente aos satélites quando estiverem em áreas sem cobertura da rede móvel terrestre.

O acesso promocional será gratuito por 12 meses para pessoas físicas e três meses para clientes empresariais, conforme as regras de elegibilidade de cada plano.

A Vivo não abre as metas associadas ao novo serviço, mas vê oportunidades entre usuários que circulam por áreas sem cobertura terrestre. “Existe uma expectativa em trazer mais assinantes para nossa base de clientes”, diz Salgado.

A conexão também pode servir como alternativa em emergências, quando enchentes, eventos climáticos ou outros problemas afetam as torres e antenas.

“Embora os termos da parceria, como remuneração e condições contratuais, ainda não tenham sido divulgados, e o impacto financeiro siga incerto, vemos o movimento como um marco importante e um direcionamento estratégico correto para a companhia”, avaliam, em nota, os analistas da Ativa Investimentos.

O acordo não prevê exclusividade com a Vivo, o que permite que outras operadoras também busquem parcerias com o serviço da empresa do bilionário Elon Musk. Com apenas quatro anos de operação no Brasil, a Starlink já é uma das principais operadoras de internet via satélite no país e vem ganhando espaço na banda larga fixa.

Dados da Anatel referentes a agosto mostram que a empresa tinha cerca de 937 mil acessos, número que a colocou na décima posição entre os provedores do país e à frente da TIM, com 2,9% do mercado. Foi também a companhia que mais adicionou conexões no mês, com aproximadamente 66 mil novos acessos. A Vivo, por sua vez, está em segundo lugar, com 14,8% do mercado, atrás apenas da Claro, que tem uma fatia de 18,8%.

No Brasil, a atuação móvel da empresa de Musk se concentra, até o momento, na conexão direta entre satélites e celulares por meio de acordos como o firmado com a Vivo.

Esse modelo é diferente da estratégia que a SpaceX vem montando nos Estados Unidos, onde a empresa pretende atuar como operadora. No início de outubro, a companhia de Musk ampliou seu portfólio de frequências, o que permitirá à empresa prover sinal de celular dentro de prédios e se tornar uma “grande operadora móvel” nos EUA.

“Esta é a última peça fundamental do quebra-cabeça necessário para que a SpaceX forneça cobertura completa de telefonia nos Estados Unidos”, disse Musk em uma publicação nas redes sociais no dia 9 de outubro.

Caso a SpaceX decida levar a outros mercados a estratégia que está desenvolvendo nos EUA, o Brasil pode estar entre os candidatos naturais, segundo o UBS BB.

“Estimamos que o Brasil seja um dos maiores mercados da Starlink globalmente e provavelmente um dos três maiores mercados do mundo. Se a SpaceX eventualmente expandir sua estratégia emergente de telecomunicações sem fio dos EUA para o exterior, o Brasil é um dos mercados mais relevantes a serem monitorados”, afirmaram os analistas em relatório divulgado no início do mês.

O banco ressalta, porém, que não encontrou evidências de que a companhia tenha decidido replicar no país o modelo americano, com implantação de infraestrutura móvel própria.

Na avaliação do UBS BB, os sinais apontam principalmente para a expansão da conectividade via satélite em parceria com operadoras locais – as negociações com a Vivo já eram alvo de especulação no início do mês.

Siga o Neofeed nas redes e tenha mais informações



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img