A detecção de resíduos de medicamentos veterinários em lotes de carne bovina exportados pela MBRF provocou a suspensão das exportações para a China do frigorífico da empresa em Promissão, no interior de São Paulo, disse uma fonte que acompanha o caso ao The AgriBiz.
A suspensão teve início na semana passada, em 22 de outubro, conforme informações disponíveis no site da GACC (Administração Geral de Alfândegas da China), e foi reportada pela CNN em primeira mão, sem mencionar o motivo.
Em seu site, o órgão chinês também não detalha a razão do bloqueio, mas o motivo já foi informado às autoridades brasileiras.
Essa não é a primeira suspensão por resíduos neste ano. Em maio, a China bloqueou plantas da JBS, da Prima Foods e do Frialto após identificar irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina.
No caso da Frialto, a substância detectada foi o acetato de medroxiprogesterona, um hormônio sintético usado na inseminação artificial em tempo fixo (IATF), protocolo veterinário para sincronizar o cio das vacas. O mesmo hormônio motivou a suspensão da Pantaneira, em abril.
Atualmente, seis abatedouros do Brasil estão com as exportações para a China suspensas.
Além do recente bloqueio da planta da MBRF em Promissão, as suspensões incluem duas plantas da JBS — localizadas em Vilhena (RO) e Pontes e Lacerda (MT) —, uma do Frialto em Matupá (MT), uma da Pantaneira em Várzea Grande (MT) e uma da Prima Foods em Araguari (MG).
Ao todo, há 63 frigoríficos de carne bovina brasileiros autorizados a exportar à China, conforme dados da GACC.
Procurada pela reportagem, a MBRF informou que está redirecionando as exportações de carne bovina para o abatedouro que possui em Várzea Grande (MT), que está apto a vender aos chineses. A companhia também destacou que possui três plantas no Uruguai autorizadas a vender para a China e uma na Argentina.
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Abaixo, o comunicado da MBRF na íntegra:
“A empresa informa que tomou conhecimento da medida e já está redirecionando os volumes de produção para seu complexo industrial de Várzea Grande (MT), que tem plena capacidade para atender a demanda do mercado chinês, além de contar com outros quatro complexos habilitados para este mercado, sendo três no Uruguai e um na Argentina. A companhia destaca que estão mantidas todas as demais habilitações da unidade de Promissão, incluindo para os EUA, seu principal mercado de exportação. A empresa reforça ainda que abriu diálogo com as autoridades competentes, confiante na robustez de seus processos”.





