A Microsoft vai ofertar programas de desligamento voluntário a cerca de 60.000 funcionários — mais de um quarto de sua força de trabalho global —, em um movimento da gigante da tecnologia para conter custos e ajudar a financiar os altos investimentos em inteligência artificial (IA).
Funcionários de diversas áreas da empresa — criadora do Windows — seriam elegíveis para as ofertas, incluindo aqueles que atuam em experiências de IA, Copilot, finanças, recursos humanos, Xbox e na divisão Windows + Dispositivos, segundo uma fonte a par do assunto revelou à Reuters, sob condição de anonimato, dado que a questão é confidencial. Áreas como marketing, negócios comerciais e segurança ficarão de fora, acrescentou a fonte.
Apesar de dizer que os funcionários elegíveis estão no Canadá, Índia, Reino Unido e nos Estados Unidos, a empresa deixa claro que o programa será global. Assim como outras gigantes do setor, a Microsoft está investindo centenas de bilhões de dólares em data centers e chips voltados para IA, o que tem gerado questionamentos por parte de investidores sobre se o retorno justificará um custo tão elevado. A empresa, que deve divulgar seus resultados do primeiro trimestre após o fechamento do mercado na próxima quarta-feira, 28/10, projetou gastos de capital (capex) de US$ 175 bilhões para o ano civil de 2026.
No final de junho, a Microsoft contava com 223.000 funcionários em tempo integral ao redor do mundo, conforme consta em seu relatório anual. No início deste ano, a empresa já havia oferecido programas de desligamento voluntário a cerca de 7% de sua força de trabalho nos Estados Unidos, o que equivale a aproximadamente 9.000 funcionários.
Em julho, a Microsoft anunciou que cortaria 4.800 postos de trabalho — cerca de 2,1% de sua força de trabalho global —, promovendo uma reestruturação em sua divisão de jogos Xbox e desfazendo-se de até cinco estúdios, em um esforço para aumentar os retornos após anos de pesados investimentos no setor.





