25.9 C
Marília
HomeAgronegócio“A vida tem que continuar”: O pós-eleição no setor sucroalcooleiro

“A vida tem que continuar”: O pós-eleição no setor sucroalcooleiro

spot_img



A virada que culminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula de Silva à presidência da República deixou um gosto amargo para os agentes do setor sucroalcooleiro que apoiavam a candidatura de Flávio Bolsonaro, que era considerado o favorito até a semana passada.

“Poderíamos ter amanhecido mais animados, mas nossa vida tem que continuar”, disse Roberto Cestari, presidente da Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil).

Cestari participou na manhã desta segunda-feira da abertura do 26ª Conferência Internacional Datagro Sobre Açúcar Etanol, que acontece na capital paulista.

O dirigente ressaltou o sentimento de descrença na política brasileira, mas defendeu que a união do setor é o caminho para ditar a agenda de políticas públicas. Segundo ele, é preciso “fazer pressão num poder público para começar uma nova trajetória e mudar nosso País”.

Mário Campos, presidente da Siamig Bioenergia (Associação da Indústria de Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais), fez coro à mensagem de Cestari.  

“Economia vive de expectativas e a gente precisa, mais do que nunca, estar unido com a mesma mensagem para fazer as coisas acontecerem aqui no nosso País”, afirmou Campos.

Para ele, a união é necessária para reverter o fim da escala 6×1, bandeira de campanha de Lula que foi aprovada pelo Senado há duas semanas. Campos criticou o impacto da medida no setor sucroalcooleiro. “É um crime o que ocorreu”, afirmou, ressaltando que o setor emprega 700 mil trabalhadores de forma direta, chegando 2 milhões quando considerados os indiretos.

Coube ao deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) uma tentativa de levantar os ânimos. Ele citou a resiliência do setor sucroalcooleiro como um trunfo para seguir adiante e enfrentar as “dificuldades e frustrações” para transformá-las em energia. “O Brasil é maior que qualquer momento político e muito maior do que qualquer circunstância”.

Jardim lembrou que a indústria de açúcar se confunde com a história do Brasil. “O açúcar que fez a maior riqueza do País, e depois o café”, disse ele, ressaltando seu otimismo com o potencial dos biocombustíveis brasileiros.

“O etanol nos posiciona como o biocombustível mais transformador do mundo”, disse, citando a Lei do Combustível do Futuro e a ascensão do etanol de milho.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img