Uma máquina pode estimar consequências e reproduzir, com enorme sofisticação, os critérios pelos quais costumamos avaliá-las. Para determinados tipos de decisão, isso basta. Mas há uma diferença adicional. O ser humano que julga, mesmo quando não viveu aquela experiência específica, pode ser atingido, para o bem ou para o mal, por consequências do mesmo tipo das que suas decisões produzem. Pode adoecer, perder alguém, ser humilhado, envelhecer, depender de outros e morrer. Pode também se curar, amar, ver um filho crescer. Não compartilha todas as experiências, mas pertence a um mundo no qual elas podem acontecer também com ele.





