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Suinocultura do Vietnã enfrenta queda de preços e margens negativas em 2026 Agrimidia

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O ano de 2026 tem sido difícil para a suinocultura vietnamita. Depois de margens elevadas no início do ano, os produtores viram os preços despencarem cerca de um terço desde o pico registrado antes do Tet, o Ano Novo Lunar, celebrado em fevereiro. Na época, o suíno chegou a ser vendido a cerca de 80 mil dongs por quilo (US$ 3,11/kg), enquanto um grande produtor integrado informava custos entre 48 mil e 50 mil dongs/kg (US$ 1,87 a US$ 1,95/kg).

Os preços altos estimularam um forte repovoamento das granjas. Esses animais, no entanto, chegaram ao mercado quando a demanda já havia recuado. Hoje, segundo o portal VietnamNet, o custo de produção está próximo de 60 mil dongs/kg (US$ 2,34/kg), acima da média nacional do suíno vivo, de 53,5 mil dongs/kg (US$ 2,09/kg). A ração também subiu diversas vezes ao longo do ano, e o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente prevê nova alta de 3% a 5% no segundo semestre.

Rebanho maior e alerta sanitário

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Em setembro, o rebanho suíno do Vietnã somava cerca de 32 milhões de cabeças, mais de 4% acima do mesmo período de 2025. As autoridades avaliam que a oferta será suficiente para atender a demanda de fim de ano e do próximo Tet, desde que não ocorram surtos sanitários graves.

A peste suína africana (PSA) continua aparecendo em diversas localidades, e o ministério determinou uma revisão de toda a cadeia, da granja ao abate e à comercialização. O governo alerta que o repovoamento antes do Tet aumenta o risco de disseminação. As granjas têm reforçado a biosseguridade, com controle rígido de entrada e saída, desinfecção e mais atenção à qualidade da ração e ao uso de antibióticos.

Importação barata pressiona o mercado interno

Nos oito primeiros meses de 2026, o Vietnã importou 124,1 mil toneladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, ao custo de US$ 212,64 milhões. O volume cresceu 18,8% na comparação anual, mas o valor caiu 23,8%. O preço médio do produto importado ficou em US$ 1.712 por tonelada, cerca de 45 mil dongs/kg, queda de 36% em relação a 2025. Por ser bem mais barata que o suíno nacional, a carne importada tem contribuído para derrubar os preços internos.

Perspectivas

A expectativa é de preços estáveis ou em leve queda no curto prazo. Com custos perto de 60 mil dongs/kg, as margens devem continuar negativas para muitos produtores até uma recuperação das cotações. Mesmo assim, os suinocultores já repovoam as granjas de olho no Tet de 2027, o que pode repetir o excesso de oferta visto após o feriado deste ano. A PSA segue como o principal fator de incerteza, já que um surto pode reduzir rapidamente a oferta.

Da Redação, com informações do World Swine Market Report, por Spencer Long



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