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A SVN, escritório de assessoria de investimentos vinculado à XP, alcançou R$ 37 bilhões em ativos sob custódia após adquirir a Expertise, que adicionou R$ 900 milhões ao total.
A empresa mira atingir R$ 100 bilhões em ativos sob custódia até 2030, com a meta de crescer R$ 10 bilhões via M&A, realizando aquisições de R$ 2 bilhões anualmente.
Recentemente, adquiriu a Longeva, com R$ 500 milhões em carteira, e a Expertise, que fortalece sua presença em Campo Grande e abre uma nova praça em Porto Velho.
Como próximo passo, a empresa também planeja expandir para o interior da Bahia.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A SVN está usando aquisições para ampliar seu mapa de atuação. O escritório de assessoria de investimentos plugado à XP comprou a Expertise, que tem R$ 900 milhões sob custódia e atuação em Rondônia e Mato Grosso do Sul, em transação que envolveu dinheiro e troca de ações.
A operação leva a SVN a Porto Velho, uma praça em que não tinha filial, reforça sua presença em Campo Grande e eleva para R$ 37 bilhões o patrimônio sob custódia. O tíquete médio de clientes dos dois escritórios é semelhante, na casa dos R$ 750 mil.
Essa é a segunda aquisição neste ano, depois da Longeva, escritório localizado em São Paulo, com carteira de R$ 500 milhões em ativos. Juntas, as operações acrescentaram R$ 1,4 bilhão à custódia da SVN, que pretende incorporar aproximadamente R$ 2 bilhões por ano por meio de aquisições.
“A empresa se desenvolveu de forma muito descentralizada. Entre os escritórios ligados à XP, somos um dos que está mais espalhado do ponto de vista territorial”, afirma Felipe Bernardes, sócio-fundador da SVN, ao NeoFeed.
Fundada em 2007 em Maringá, no Paraná, a SVN cresceu inicialmente no interior de seu estado natal, onde atua em outras quatro cidades – Londrina, Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu –, além da capital, Curitiba.
Atualmente, está presente também em São Paulo (SP), Salvador (BA), Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e, agora, Porto Velho (RO).
“O crescimento, na nossa visão, é sempre de dentro para fora”, diz Bernardes. A ideia é promover profissionais que já estejam na companhia para assumir novas operações e, a partir daí, contratar equipes locais.
Foi o que aconteceu na capital de Mato Grosso do Sul, onde a SVN já tinha uma operação de cinco anos antes de adquirir a Expertise. A adquirida tinha cerca de R$ 500 milhões sob custódia em Campo Grande (MS) e R$ 400 milhões em Porto Velho (RO).
Com a aquisição, a SVN se torna o maior escritório em AuC da capital sul-mato-grossense, onde já tinha cerca de R$ 1 bilhão em custódia.
“A aquisição consolida a SVN em Campo Grande, e também abre uma nova praça do escritório no Norte do país. Essa entrada em Rondônia também é um bom motivo para estarmos juntos também nessa operação”, diz Carlos Felix, sócio-fundador da Expertise, na mesma entrevista.
Como próximos passos, a SVN avalia novas operações principalmente no interior da Bahia, aproveitando a diversificação regional da liderança. Entre os quatro sócios, dois estão baseados em Maringá e os outros dois em Salvador. “Pensamos muito em fazer mais consolidações no Nordeste”, afirma Ricardo Ribeiro, sócio da SVN em Salvador.
Bernardes afirma, porém, que a empresa não pretende perseguir o volume de aquisições a qualquer custo. “Somos muito criteriosos. Às vezes é melhor fazer negócio em que acreditamos do que só crescer em número”, diz. A meta da empresa é chegar a R$ 100 bilhões em ativos sob custódia até 2030, combinando crescimento orgânico e aquisições.
Para chegar a esse montante sob custódia, a SVN terá de conseguir um crescimento composto de aproximadamente 22% ao ano. Se as aquisições adicionarem R$ 10 bilhões nesse intervalo de cinco anos, a maior parte do avanço terá de vir de captação e valorização das carteiras.
Segundo Bernardes, o montante será alcançado com o aumento de equipe, de 400 para 1 mil assessores, além da melhora de performance da equipe, da valorização de carteiras e da estratégia de aquisições.
Assim como ela, outras assessorias de investimento perseguem o mesmo “número mágico”. Em relatório do primeiro trimestre de 2026, a consultoria AAWZ mapeou 12 assessorias com metas públicas de expansão, várias delas mirando R$ 100 bilhões. Juntas, essas casas reuniam R$ 385 bilhões sob custódia e anunciavam objetivos que somavam R$ 1,235 trilhão.
Considerando captação líquida mensal equivalente a 0,3% da custódia e valorização dos investimentos de 10% ao ano, a AAWZ estimou que essas operações chegariam a R$ 656 bilhões nos respectivos prazos. Sob essas premissas, faltariam R$ 579 bilhões, que precisariam ser incorporados por aquisições para cumprir as metas.
Na avaliação da consultoria, apenas três ou quatro das 12 casas combinariam crescimento orgânico, capacidade de aquisição e acesso a capital suficientes para alcançar os objetivos no prazo anunciado.
Áreas de interesse
Além da assessoria, a SVN ampliou sua atuação para outras áreas. Investimentos ainda respondem por 55% da receita, mas os demais negócios já representam 45%. Entre eles estão câmbio, crédito, mercado de capitais, gestão de recursos e wealth management. A diversificação também inclui uma estrutura de RIA nos Estados Unidos, voltada a clientes que buscam investir parte do patrimônio no exterior.
Ribeiro, sócio da SVN, projeta ainda que o segmento de investimentos deve passar por um novo ciclo de crescimento para o escritório a depender do resultado das eleições presidenciais em 2026.
A expectativa é de que o mercado de investimentos ganhe relevância a partir do próximo ano caso se confirme a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), candidato mais favorável às pautas do mercado, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No domingo, 4 de outubro, Flávio terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Em reação, a bolsa disparou 7,7% na segunda-feira, 5 de outubro, alcançando nova máxima aos 206.912 pontos.
“Neste próximo ciclo de crescimento, acredito que a gente vai surfar um alfa muito grande em relação à indústria, porque temos uma estrutura muito robusta para poder auxiliar o assessor a prestar o melhor atendimento possível”, afirma Ribeiro.





