Na avicultura, crescer não significa apenas ampliar a área produtiva. A expansão de uma granja exige planejamento, capacidade de gestão, controle dos custos e, principalmente, a manutenção dos padrões técnicos que sustentam o desempenho dos lotes. Em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, a produtora Gabriela Hamm Sturm vem conduzindo sua propriedade a partir dessa lógica.
Avicultora desde 2008, Gabriela trabalha ao lado do esposo e da filha na administração e no gerenciamento da atividade. A família também conta com o apoio de um casal de colaboradores, responsável pelas atividades diárias de manejo dos aviários. O modelo familiar, portanto, está associado a uma estrutura de gestão que distribui responsabilidades e mantém a rotina produtiva sob acompanhamento próximo.
Atualmente, a propriedade possui quatro aviários em funcionamento, cada um com 130 metros de comprimento por 14 metros de largura, totalizando 7.280 m² de área produtiva. A operação, entretanto, já está sendo preparada para uma nova dimensão. Há cerca de três anos, a família iniciou a construção de outros quatro barracões, sinalizando uma estratégia de expansão da atividade integrada à Primato Cooperativa Agroindustrial.
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A decisão de ampliar a estrutura ocorre em um cenário no qual a eficiência econômica passou a ocupar posição ainda mais central na atividade. Para Gabriela, produzir frango com redução de custos é um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos avicultores.
É nesse ponto que a gestão da propriedade se aproxima diretamente da tecnologia. Entre os investimentos realizados pela família estão a instalação de placas solares e de uma central a gás, com o objetivo de melhorar a eficiência energética e proporcionar maior uniformidade no aquecimento dos aviários.
“A maior dificuldade hoje para nós, avicultores, está em produzir frango com redução de custo. Por isso, fizemos um investimento em placas solares e central a gás para melhor uniformidade no aquecimento dos barracões”, explica Gabriela.
A estratégia demonstra uma preocupação que ultrapassa a simples redução da despesa energética. Em sistemas de produção de frangos de corte, a estabilidade das condições ambientais tem relação direta com o desempenho das aves. Oscilações de temperatura, especialmente durante as fases iniciais, podem comprometer consumo de ração, ganho de peso, conversão alimentar e uniformidade do lote.
Na propriedade, a preocupação com a ambiência está inserida em um conjunto mais amplo de procedimentos de controle. O questionário de avaliação da cooperada registra o uso de automação da climatização, exaustores e lâmpadas LED, além da geração de energia solar. O manejo adequado da ventilação e da cama também é utilizado como estratégia para reduzir emissões de amônia e material particulado.
A água recebe atenção específica. A granja utiliza bebedouros automáticos do tipo nipple e realiza a manutenção das linhas para evitar vazamentos e desperdícios. A qualidade da água também é monitorada quanto à potabilidade e à presença de contaminantes.
O controle dos insumos e das condições de produção se estende à alimentação. A propriedade adota análise da ração de cada carga entregue, enquanto a avaliação da saúde das aves envolve necropsias, exames e vacinação preventiva. O uso de medicamentos ocorre mediante prescrição e observância do período de carência.
Esse conjunto de procedimentos está diretamente relacionado aos indicadores zootécnicos registrados pela granja. Em 2024, a propriedade alcançou IEP de 402 pontos, conversão alimentar de 1,580 kg/kg, ganho de peso diário de 72 e taxa de mortalidade de 6,6%.
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