29.9 C
Marília
HomeUltimas Notíciasantes da inteligência, a confiança – ConvergenciaDigital

antes da inteligência, a confiança – ConvergenciaDigital

spot_img


Durante décadas, proteger dados foi quase um gesto de arquivista: guardar cópias, trancar a porta e torcer para nunca precisar delas. A inteligência artificial (IA) mudou a natureza desse cuidado. Quando agentes autônomos passam a ler, cruzar e agir sobre informações corporativas em alta velocidade, a pergunta deixa de ser apenas “meus dados estão salvos?” e passa a ser “posso confiar neles?”.

É nessa virada que a Veeam reposiciona sua estratégia. A empresa construiu sua trajetória no backup e na recuperação de dados, avançou para a resiliência e agora entra em uma terceira era, mais próxima da inteligência do negócio do que da infraestrutura.

De acordo com Mauricio González, vice-presidente para a América Latina da Veeam, a resiliência de dados não pode mais ser tratada de forma isolada. Ela precisa estar integrada à governança, à segurança e à confiança exigidas para operar na era da IA.

No passado, ele prossegue, proteger uma empresa significava fechar portas, controlar o perímetro e impedir a entrada de invasores. “Hoje, o risco já está dentro de casa. Com a chegada dos agentes de IA, as organizações passam a conviver com novos “jogadores” internos, que podem agir de forma benéfica ou prejudicial. Para diferenciá-los, é preciso entender exatamente o que cada um está fazendo”, alerta o executivo.

González explica que essa mudança adiciona uma camada de complexidade inédita no novo desenho. Garante que não basta bloquear acessos externos, é necessário gerenciar e proteger o que acontece dentro do próprio ambiente.


Os números dão a medida da urgência de rever estratégias de dados e de segurança. Segundo o relatório Data and AI Trust Gap, da Veeam, 88% das organizações já usam ou testam agentes de IA, mas apenas 7% se consideram, de fato, preparadas. E 95% afirmam que desafios ligados a dados já frearam seus avanços com a tecnologia.

“As organizações não têm apenas um problema de adoção de IA: elas têm um problema de confiança em IA”, resume González. Para o executivo, a IA só gera valor sustentável quando as empresas confiam nos dados que a alimentam e em sua capacidade de prepará-los, protegê-los, governá-los e recuperá-los com precisão.

O risco que já mora dentro de casa

No passado recente, segurança era sinônimo de vigiar o perímetro. “Hoje, o risco circula por dentro, com agentes que acessam o que não deveriam, funcionários que enviam planilhas sensíveis a ferramentas públicas de IA, bases inchadas de informações sem valor. Não basta saber que um arquivo é uma planilha. É preciso saber se ela guarda CPFs, contas bancárias ou históricos médicos, e se a IA pode ou não tocá-la”, adverte.

Na visão de González, o novo ponto de controle está nos próprios dados. “É preciso saber quais existem, onde estão, quem os acessa, quais agentes os utilizam, quais políticas se aplicam e como recuperá-los diante de ransomware, erro humano, ameaça interna ou comportamento não autorizado da IA?”

Há ainda um peso silencioso, os dados ROT (Redundant Obsolete Trivial), que são os redundantes, obsoletos e triviais. Guardados por falta de contexto, eles encarecem o armazenamento, multiplicam backups desnecessários e obrigam a IA a atravessar entulho digital antes de chegar a uma resposta. Não por acaso, poucos projetos de IA hoje justificam o investimento, e a falta de preparo dos dados está no centro do problema.

José Leal Junior, country manager da Veeam Brasil, explica que a estratégia de dados baseada em ROT é uma forma de gerir as informações da empresa a partir de uma pergunta simples: o que realmente vale a pena guardar? Em vez de acumular tudo “por precaução”, a empresa identifica o que é redundante, obsoleto ou trivial e decide o que manter, arquivar ou eliminar.

Na prática, essa estratégia costuma seguir etapas importantes, segundo González: descobrir quais dados existem, onde estão e quem os acessa (Mapear); separar os dados valiosos e sensíveis dos que viraram ROT (Classificar); eliminar duplicatas e lixo digital, arquivar o que é antigo, mas precisa ser mantido por lei e proteger o que é estratégico (Arquivar); e criar políticas e monitoramento contínuo para que o acúmulo não volte a acontecer (Manter).

Os benefícios são diretos, acrescenta Junior. “Menos custo com armazenamento e backup, menor superfície de risco para vazamentos, mais facilidade para cumprir leis como a LGPD e dados mais limpos para alimentar a IA”. Em resumo, é trocar a lógica de “guardar tudo” por “guardar o que importa, bem protegido”. É a base para ter dados confiáveis.

Uma camada de confiança

A resposta da Veeam a esse cenário ganhou corpo com a aquisição da Securiti AI, concluída em dezembro de 2025, e se materializa na Veeam DataAI Command Platform. A plataforma une a resiliência que levou a Veeam à gestão da postura de segurança de dados e IA, à governança, à privacidade e à conformidade.

Na prática, ela detecta comportamentos não autorizados de agentes e exposição de dados, identifica dados ROT e a chamada shadow AI, aplica políticas e limites de acesso para pessoas, aplicações e agentes, e recupera dados limpos com precisão, por meio de cópias imutáveis e restauração point-in-time, sem depender da explicação do próprio sistema afetado. O monitoramento é contínuo, e não uma fotografia tirada uma vez por ano.

A lógica, de acordo com González, é a de uma plataforma única, porque ferramentas isoladas não conversam entre si, e a governança que não sabe o que está catalogado não consegue governar. O objetivo, revela o executivo, é levar as empresas da simples proteção de dados para uma confiança operacional contínua.

Ficou claro que o diferencial da nova estratégia da Veeam é o Safe AI, que significa uso seguro e responsável da inteligência artificial., garantindo que ferramentas e agentes de IA utilizem dados adequados, acessem apenas as informações permitidas e operem sob regras de segurança, privacidade e governança. Ao qual a empresa incluiu: visibilidade sobre dados e agentes de IA, acompanhamento dos riscos e capacidade de recuperar informações caso ocorra um incidente ou erro.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img