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Executivos brasileiros admitem uso não autorizado de IA generativa na rotin…

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Um novo estudo produzido pela Peers Consulting + Technology em parceria com o TEC.Institute e publicado pela MIT Technology Review Brasil, aponta um desafio crescente para as empresas brasileiras: controlar o chamado Shadow AI, uso de ferramentas de inteligência artificial por funcionários sem autorização ou acompanhamento da empresa.

Segundo o levantamento, 66% dos executivos concordam que colaboradores de suas empresas podem estar utilizando ferramentas públicas de IA generativa para fins profissionais sem o aval da organização.

O estudo cruzou essa percepção com o nível de maturidade das políticas internas para uso de IA e identificou que regras mais rígidas reduzem pouco esse comportamento. Entre empresas que operam de forma descentralizada, sem regras claras de segurança, 75% dos executivos apontam possível uso não autorizado. O índice cai para 70% entre aquelas que possuem diretrizes básicas e fiscalização insatisfatória; para 66% nas organizações que estão em processo de criação de políticas; e chegando a 64% entre as que já adotam políticas rígidas, treinamento obrigatório e ferramentas homologadas.

“Na prática, a diferença entre as organizações sem regras claras e aquelas com o nível mais elevado de controle é de apenas 11 pontos percentuais. Esse dado desafia a lógica de que regras mais duras eliminam o problema e mostram que passar de nenhuma política para uma política rígida ajuda a reduzir, mas não elimina o comportamento” – afirma Bruno Horta, diretor executivo da Peers.

Em meios de pagamento, o comportamento atinge o patamar máximo observado na pesquisa. Todos os executivos do segmento que participaram do levantamento concordaram que pode haver uso não autorizado de ferramentas de IA dentro da empresa, mesmo em um grupo em que quase metade dos respondentes (45,5%) afirmam já possuir políticas rígidas para a utilização da tecnologia.


O levantamento “Do piloto ao resultado: a rentabilidade da IA” combinou uma etapa quantitativa, com 120 respondentes — majoritariamente fundadores, sócios, diretores e C-levels —, e 18 entrevistas qualitativas em profundidade com executivos das áreas de tecnologia e dados, totalizando 138 participantes de empresas de 12 setores da economia.

Entre os participantes estão profissionais de Santander Brasil, Banco do Brasil, Porto Bank, Serasa Experian, Zurich Brasil, Allianz, Getnet, entre outras organizações. No recorte de meios de pagamento, a pesquisa contou com 11 respondentes, sendo que, na questão específica sobre Shadow AI, 10 responderam e um não apresentou resposta. Os dados sobre uso não autorizado, confiança em salvaguardas e maturidade das políticas vêm da base consolidada do estudo.



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