A fintech brasileira Pagaleve recebeu autorização do Banco Central (BC) para atuar como emissora de instrumento de pagamento pós-pago e Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP). Com a licença, a empresa passa a cumprir exigências de capital mínimo, governança, controles internos e reportes periódicos.
“O processo de autorização é exigente e detalhado, e nos preparamos para ele desde cedo, estruturando governança, controles e gestão de riscos. Para o varejista e para o consumidor, quer dizer que, do outro lado da transação, está uma empresa que responde às mesmas exigências das demais instituições autorizadas pelo Banco Central”, diz Henrique Weaver, CEO da Pagaleve.
Autorização chega em um momento de expansão para a Pagaleve. Em julho, a fintech atingiu a marca de US$ 100 milhões em receita anualizada (R$ 520 milhões), quatro anos e meio após o início das operações.
Com menos de cinco anos de operação, a companhia já apresenta Ebitda positivo desde o fim de 2024 e resultado líquido no azul. Com cerca de 200 colaboradores, a fintech também triplicou a receita líquida mensal por funcionário (FTE) em 12 meses.
Crescimento entre clientes
Mais de 80% da receita da companhia vem de clientes recorrentes, e dois terços dos aprovados fazem uma nova compra em até 90 dias. Só no último trimestre, mais de 1,3 milhão de pessoas parcelaram pela primeira vez.
A maior parte dos novos clientes chega por meio de varejistas parceiros, sem custo de aquisição para a fintech. O método de pagamento está disponível em milhares de varejistas, como Shein, Temu, Drogasil, Raia, Vivara, Farm, Reserva e New Balance, entre outros.
Mantido o ritmo atual de crescimento, a empresa projeta alcançar receita anualizada de US$ 200 milhões nos próximos meses. A Pagaleve tem entre seus investidores Salesforce Ventures, Banco do Brasil, Credit Saison, OIF Ventures, Sun Hung Kai & Co., Endeavor Catalyst e Founder Collective.
Imagem: Enavto





