Unir tecnologia, inteligência artificial e arte. Esse é o mote do projeto que a SAP e a Associação Pró-Dança, responsável pela gestão da São Paulo Escola de Dança (SPED), estão desenvolvendo. Pela primeira vez, a inteligência artificial está sendo usada para apoiar diferentes etapas da criação coreográfica e preparação de uma peça de balé, da concepção dos movimentos aos ensaios e à adaptação da coreografia para diferentes palcos e formações de bailarinos.
A iniciativa foi lançada durante o SAP NOW AI Tour Brazil 2026. A parceria começou há cerca de seis meses e ganhou um novo capítulo a partir de uma provocação sobre como a inteligência artificial poderia participar do processo de construção de uma coreografia. O desafio levou especialistas das duas organizações a identificar possibilidades de aplicação da tecnologia em um ambiente em que criatividade, interpretação e sensibilidade humana são elementos fundamentais.
A experiência resultará em uma nova coreografia, criada pela bailarina e coreógrafa brasileira Ingrid Silva, referência internacional no balé e na promoção da diversidade na dança. Com o forró como gênero musical, a obra terá estreia prevista para 20 de novembro e será a primeira experiência da Escola utilizando IA como ferramenta de apoio ao desenvolvimento artístico. A obra será um recorte de Aroeira, de Anelita Gallo.
Um dos principais resultados da parceria é o desenvolvimento do conceito de “Agente de Ensaio”, que utiliza recursos de inteligência artificial da SAP e da SAP Business Technology Platform (SAP BTP) para apoiar coreógrafos e bailarinos na análise e experimentação de diferentes variáveis de uma obra.
A ferramenta poderá, por exemplo, simular como uma coreografia originalmente concebida para seis bailarinos poderia ser adaptada para 15 pessoas ou para palcos com dimensões e formatos diferentes. Entre os indicadores considerados estão número de intérpretes, tamanho e desenho do palco, distribuição espacial, frontalidade dos movimentos, dramaturgia e evolução da obra ao longo do tempo.
Os agentes IA serão alimentados pela música e pelo vídeo. Entusiasmadas com o projeto, a diretora de Comunicação da SAP Brasil, Luciana Coen, e a especialista da SAP, Camila Nasser, contam à CDTV, do portal Convergência Digital, o impacto da iniciativa entre jovens artistas, mas especialmente, na própria SAP. “A inteligência artificial não vai substituir o homem, mas sim ajudar e no caso aqui ajuda a montar um espetáculo”, diz Luciana Coen. Assistam a entrevista.





