A SAP está deixando de ser uma empresa de software para ser uma companhia de negócios de IA. Esse foi o recado passado pelo presidente da SAP Brasil, Rui Botelho, no SAP NOW AI Tour Brazil, realizado na capital paulista. Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, o executivo disse que o software está longe de perder relevância. “O software ainda é essencial e é nele que estão concentrados os dados, os processos e a inteligência, mas a forma de uso está mudando por causa da IA. E ele tem de mudar”, sustentou.
Rui Botelho lembrou que, hoje, o papel do provedor de software não é mais entregar o software perfeito, mas, sim, construir uma camada de inteligência capaz de agregar valor ao negócio. “O software precisa ser redesenhado para se adequar à era do AI First. E isso não é ruim para o software. A IA concede capacidades não pensadas até então. É hora de redesenhar”, afirmou.
Empresas autônomas são o mantra da SAP e, indagado se o Brasil já tem uma empresa autônoma, Rui Botelho disse que ela está sendo construída. “É um repensar de como a empresa trabalha. E aqui, as pessoas têm um papel central. Vai se ter um exército de agentes IA trabalhando, mas é preciso ter humanos para responder por eles. O humano decide o que a IA vai ou não fazer”, ressaltou. Um desejo da SAP é acabar com os silos de dados e a criação de uma camada única de dados. “Esse trabalho está sendo feito”. Assista à entrevista com Rui Botelho, CEO da SAP Brasil.





