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Na largada do plantio de soja em MT, chuva irregular pede cautela

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A primeira semana de setembro foi marcada por chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, porém com acumulados bem diferentes. Entre os maiores municípios produtores de soja, os valores mais significativos foram registrados em Rio Verde (GO) e Maracaju (MS), em torno dos 35 milímetros.

Mesmo assim, o armazenamento de umidade do solo não chegou a 20% do total, o que significa que novas precipitações ocorram para que seja possível fazer um plantio seguro após o término do vazio sanitário.

Em Mato Grosso, onde o plantio está permitido desde ontem (7), choveu menos do que em Goiás e em Mato Grosso do Sul. Sorriso e Sapezal receberam 25mm, Lucas do Rio Verde, 15mm e Campo Novo do Parecis, 10mm.

No principal estado produtor do País, quem estiver se arriscando e plantando cedo deve ter cautela, pois as precipitações nas próximas semanas podem não ser suficientes para uma germinação homogênea. Haverá chuva, mas será irregular.

Excesso de chuva no Paraná

No Paraná, a situação é diferente e o excesso de chuva preocupa. O sul, leste e norte do estado receberam aproximadamente 100mm na primeira semana de setembro, enquanto o oeste paranaense recebeu 55mm. O solo está encharcado e dificulta os trabalhos de campo.

No Rio Grande do Sul, o destaque foi o frio extremo no feriado de 7 de setembro. Ainda não há contabilização de perdas devido a geadas, mas o trigo em floração e enchimento de grãos alcança quase 40% do total instalado no estado.

O plantio de milho também começou no Rio Grande do Sul. Até 1º de setembro, 60% da área já tinha sido instalada na região de Ijuí, 30% em Erechim, 75% em Santa Rosa e 20% em Soledade. Parte da instalação perdeu-se com o frio, especialmente as que foram instaladas de forma mais precoce. Com isso, o replantio será necessário.

Tempestades nos próximos dias

A expectativa é de intensas tempestades entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste entre esta quarta-feira (9) e o próximo domingo (13). O acumulado varia entre 100mm e 150mm no Paraná e no sul, centro e leste de São Paulo, paralisando as atividades de campo, como a colheita da cana-de-açúcar e o início de plantio das culturas de primavera.

No sul de Minas Gerais e no sul e nordeste de Mato Grosso do Sul, o acumulado varia entre 50mm e 100mm, com intensas rajadas de vento, muitas trovoadas e eventual queda de granizo nos próximos cinco dias.

Já no Rio Grande do Sul, o acumulado será bem mais modesto, não ultrapassando 20mm na metade Sul do estado e alcançando 40mm no norte gaúcho.

No Brasil central, a precipitação será irregular sobre o Mato Grosso, Goiás e Cerrado de Minas Gerais, fazendo com que o aumento da umidade do solo aconteça lentamente.

São poucos os dias com calor. Apenas a tarde da sexta-feira será mais quente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e no norte do Paraná. Os demais dias serão mais chuvosos e frios.

Na segunda-feira que vem, aumenta a chance de geada na Campanha Gaúcha e na Serra Geral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas o fenômeno será bem mais fraco que o registrado no feriado de 7 de setembro.

Celso Oliveira é especialista em tempo e clima da Tempo OK. Atua há mais de 20 anos em análises climáticas para a agricultura.



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