A Polícia Civil de Marília identificou e interrogou o catador de recicláveis suspeito de provocar a morte de uma gata ao derrubá-la de uma árvore para ser atacada por três cães. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) informou que pedirá a prisão preventiva do investigado ao término do inquérito policial.
O caso ocorreu na manhã do último dia 16 de agosto, na rua Delfina Lopes de Melo, no Jardim Parati, zona sul da cidade. A gata Cristal pertencia a uma moradora de 49 anos e costumava descansar sobre os galhos em frente à residência da tutora.
Segundo as investigações, o homem passava pelo local com três cachorros, quando percebeu a agitação dos animais ao avistarem o felino. Câmeras de segurança registraram quando o suspeito passou a golpear repetidamente a árvore com um saco até forçar a queda de Cristal na calçada. O animal caiu entre os cães e foi atacado violentamente.
Cristal conseguiu se desvencilhar e se abrigou a três casas de distância. Socorrida às pressas para atendimento veterinário com ferimentos generalizados, não resistiu e morreu no mesmo dia.
Conduzido à sede da DIG após ser localizado na rua por investigadores, o homem negou intenção criminosa e alegou que pretendia apenas “mexer na árvore”, sem a intenção de derrubar o animal.
A versão foi rechaçada pelo titular da delegacia, delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio. Para ele, os vídeos deixam claro que o ato foi deliberado e que o homem tinha plena consciência de que os cães atacariam a gata. “Ficou bem claro pelas imagens das câmeras de segurança. A ação dele foi nítida para derrubar a gatinha lá da árvore. Com certeza ele tinha noção de que os cachorros iam atacar o animal”, disse o delegado.
O investigado, que não teve o nome divulgado, foi liberado e responde ao processo em liberdade, mas terá a prisão cautelar requisitada à Justiça assim que o relatório policial for finalizado.
Segundo o Código Penal, pelo crime, o suspeito pode pegar pena que varia de dois até cinco anos de prisão.





