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Por Renato Müller
A Asda é a mais recente rede de supermercados do Reino Unido a ampliar seus investimentos em tecnologia para combater roubos e furtos em suas lojas. Depois de um teste em 30 pontos de venda na região de Londres no início do ano, que levou a uma queda de 55% no número de ocorrências, a empresa adotou um sistema integrado de monitoramento em todas as suas unidades no país.
No teste-piloto, que durou 10 semanas, a varejista recuperou mais de £100 mil em produtos roubados. O sistema, da empresa britânica Auror, também vem sendo usado por redes como Morrisons e Holland & Barrett para ajudar as equipes de loja a identificar e reportar crimes nos pontos de venda.
Os colaboradores sobem para o sistema todas as evidências, incluindo imagens do circuito interno de TV e relatórios, em uma plataforma que pode ser acessada por todas as lojas. Isso facilita o trabalho das equipes de segurança, que podem identificar hotspots nos pontos de venda ou pessoas que repetidamente cometem crimes em uma determinada região.
O sistema também facilita que os varejistas apresentem evidências mais sólidas para a polícia. Nos testes feitos pela Asda, por exemplo, o tempo de identificação e notificação da polícia sobre um incidente caiu 80% – em média, de 25 minutos para apenas 5. “O uso da tecnologia em toda a nossa rede aumentará nossa capacidade de evitar e combater crimes nas lojas”, afirmou David Lepley, diretor de operações da Asda.
Embora o índice de criminalidade tenha caído quase 20% no ano passado no varejo britânico, de acordo com o British Retail Consortium (BRC), as redes continuam enfrentando um cenário intenso de crimes e violência. Em 2025, houve 1.600 incidentes diários de abuso ou violência contra os colaboradores das lojas, dos quais 36 envolveram o uso de armas de fogo.
Além disso, cerca de 70% dos incidentes são causados por 10% dos criminosos, o que aumenta a importância de identificar essas pessoas e desenvolver ações mais direcionadas. “O efeito-rede que nossa solução apresenta permite que todo o varejo tenha mais segurança, pois os casos e os criminosos passam a ser conhecidos e respostas podem ser dadas mais rapidamente”, comenta Mark Gleeson, diretor geral da Auror para Europa e Reino Unido.





