Com incorporação da inteligência artificial generativa, os sistemas de videomonitoramento corporativo passam por uma transformação relevante, evoluindo para um modelo orientado por dados e capaz de apoiar decisões em tempo real.
Conforme Thiago Henrique dos Santos, gerente de soluções em CFTV da Intelbras, explicou à CDTV durante o Febraban Tech 2026, a incorporação de câmeras, gravadores, softwares e recursos analíticos avançados em uma arquitetura integrada, inseridos em um contexto de inteligência artificial de larga escala, ampliam significativamente a capacidade de interpretação de dados e a forma como operadores interagem com o monitoramento, tornando-o mais eficiente, intuitivo e estratégico.
“Até pouco tempo atrás , o vídeomonitoramento era olhar a imagem, ficar buscando imagens para antes e depois de vários dispositivos. Cada vez mais, a IA vem traduzindo o que vem acontecendo e criando alertas automáticos. Então, eu não preciso mais ficar vendo vídeos do passado e só usar aquilo como uma ocorrência. Consigo ver se tem uma situação de risco, se tem uma pessoa indesejada no local ou se algo vem acontecendo e recebo alerta em tempo real. Isso faz com que eu previna que as ocorrências aconteçam”, explicou o executivo.
Assim, o videomonitoramento deixa de ser apenas reativo e para atuar de forma ativa dentro das operações corporativas. A busca deixa de ser baseada em filtros técnicos epassa a ser feita por meio de linguagem natural, de forma semelhante a uma conversa. Com o uso de tecnologias de busca inteligente, já é possível localizar eventos específicos a partir de descrições textuais, reduzindo significativamente o tempo de análise manual. Também é possível criar gatilhos para esses eventos.
Para quem já tem um parque instalado, não é preciso trocar todos os equipamentos. Thiago Henrique dos Santos explicou que é possível embarcar IA direto na câmera. “Conseguimos também ter dispositivos, gravadores ou servidores locais que pegam câmeras simples e dão inteligência a elas”, apontou.
Falando sobre o estágio da adoção no Brasil, ele ponderou que inteligências mais simples, como para reconhecimento facial, estão sendo adotadas de forma bem abrangente. Já as inteligências mais robustas, como LLMs, ainda estão em estágio inicial. “Mas a gente vê um um interesse muito grande e uma adoção muito rápida nesses últimos tempos. A gente acredita que vai ter uma virada muito grande, porque ChatGPT e Copilot vêm fazendo com que as pessoas conheçam a tecnologia.”
Para o futuro ele disse acreditar que os sistemas, cada vez mais, vão ser autônomos, aprendendo de forma autônoma e trazendo as respostas. “Isso em vários tipos de cenário, como cenários mais críticos, robustos, como grandes bancos, grandes empresas e indústrias, que a gente consegue aplicar para identificar se um funcionário entrou em um cenário de risco, o que hoje é feito de forma visual e o sistema de segurança vai identificar e falar: ‘Esse ambiente provavelmente está em risco’”, exemplificou.





