Sam Altman é, por definição, alguém extremamente exposto aos avanços da inteligência artificial, mas trabalha no computador, do mesmo jeito, há 20 anos.
A AI ainda não conseguiu mudar isso.
“Estamos em um mundo com todo avanço tecnológico, mas ainda não tivemos o ‘iPhone moment’ que mudou completamente a forma como alguém interage com uma nova tecnologia,” o CEO da OpenAI disse a David Senra, um youtuber que entrevista o Silicon Valley.
A comparação feita por Altman – um autodeclarado earlyadopter dos smartphones – é que os aparelhos que vieram antes do iPhone, como o Palm Trio, já tinham “muito da tecnologia lá”.
Mas “faltavam principalmente as ideias de produto que fizeram do iPhone o iPhone,” resumiu, definindo o que ele acredita ser a próxima fronteira da AI.
A OpenAI tem uma empresa de agents, a Codex, que deveria responder muitas dessas perguntas sobre produto – mas nem o próprio CEO embarcou na ideia.
“Atualmente concentro a maior parte dos meus esforços em pesquisa e computação, porque a prioridade é criar modelos mais inteligentes e executá-los com eficiência e para muitas pessoas,” disse Altman. “Se isso for feito corretamente, o resto surgirá naturalmente.”
O empreendedor também disse que a adoção da AI pelo público tem sido mais lenta do que o esperado, muito porque a economia americana tem inércia e as pessoas continuam “fazendo as coisas do jeito que já faziam”.
Altman disse que o soluço, fruto do otimismo exagerado de todos com o setor, vai permitir uma transição mais suave para um mundo abastecido por AI.
Veja a íntegra da entrevista.
LEIA MAIS
Podemos confiar em Sam Altman?





