Bloomberg Línea — A empresa de benefícios Flash captou R$ 150 milhões em uma nova rodada de investimentos. A startup liderada por Ricardo Salem e pelos irmãos Pedro e Guilherme Lane tinha ido a mercado pela última vez em 2022, quando levantou US$ 100 milhões.
Os recursos chegam em um momento de transformação do mercado de benefícios, com uma nova regulamentação do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) que procura deixar o ambiente de negócios mais competitivo e benéfico para as novas entrantes.
As incumbentes e líderes do setor – Alelo, Sodexo, Ticket e VR – detêm cerca de 80% de participação, de acordo com dados do governo, mantendo uma estrutura de oligopólio.
Em conversa recente com a Bloomberg Línea, os cofundadores informaram que a Flash terminou o ano de 2025 com crescimento de 100% em receita e número de vidas e projeta o mesmo ritmo de expansão para 2026.
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A tese central para buscar o crescimento no mercado vem a partir da oferta integrada de produtos de serviços. Além dos benefícios, os clientes têm acesso no app à gestão de gastos corporativos e de viagens e gestão de pessoas (HR Tech), com módulos que vão da admissão digital e controle de ponto a avaliações de performance.
Veja os aportes da semana:
Flash
A Flash, plataforma de gestão de RH e benefícios, captou R$ 150 milhões em Série D liderada por Battery Ventures e Kevin Efrusy, ambos já no cap table, com a entrada do fundo Endeavor Catalyst.
A rodada ocorre em meio à maior reformulação em 40 anos do mercado de benefícios no Brasil, com novas regras do PAT que buscam ampliar a concorrência num setor há muito concentrado em quatro grandes players.
A companhia gera caixa há quase um ano e prevê investir R$ 400 milhões de capital próprio em 2026 na plataforma, conforme antecipado pela Bloomberg Línea.
Os recursos vão para inteligência artificial, novos produtos, expansão comercial e fortalecimento da estrutura de capital. A startup quer ampliar o uso de IA para integrar suas soluções, reduzir tarefas manuais de RH e financeiro e gerar dados de apoio à decisão, mirando a liderança do setor até 2030.
A plataforma conta com mais de 2 milhões de usuários e 60 mil empresas clientes, o que a posiciona como a quinta maior no mercado, atrás apenas das incumbentes. Do total de clientes ativos, 35% já usam mais de uma solução, e metade dos novos ingressa com dois ou mais produtos, validando a tese de plataforma integrada.
Premia
A Premia, edtech com modelos próprios de IA para educação básica e superior, captou R$ 5 milhões em sua primeira rodada. O investimento foi realizado por um family office especializado em educação – o nome não foi informado.
A plataforma acompanha o comportamento dos estudantes, identifica lacunas de aprendizagem e recomenda intervenções pedagógicas com modelos construídos internamente para o contexto escolar.
Fundada em 2021 por Paulo Nogueira, Ricardo Podolsky e Tony dos Santos, a edtech soma 3,8 milhões de usuários em redes de ensino, escolas e universidades, com mais de 93 milhões de conteúdos processados em 400 municípios e 4,5 mil professores.
Levantamento interno aponta evolução média de 158% no desempenho de alunos da educação básica após três meses, e mais de 90% de acurácia na previsão de resultados em avaliações nacionais.
Os valores captados serão usados para a área comercial, plataforma e infraestrutura, além de aquisições para o portfólio. A edtech também prevê entrar em educação corporativa, segmento pouco explorado, mirando 20 milhões de usuários e 1.500 municípios em dois anos.





