O Santos não precisou brilhar para alcançar seu objetivo no Equador. Com uma equipe bastante modificada, o Peixe empatou por 0 a 0 com o Macará, nesta quinta-feira, no Estádio Bellavista, em Ambato, e garantiu a classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana. Gabriel Brazão apareceu nos momentos de maior perigo, enquanto o sistema defensivo conseguiu sustentar a vantagem construída na Vila Belmiro. No ataque, porém, a equipe criou pouco.
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Brazão aparece, e defesa segura Macará
A defesa foi o principal ponto positivo do Santos na classificação. Mesmo com uma formação pouco utilizada e mudanças durante a partida, o setor conseguiu limitar as oportunidades do Macará e passou mais um jogo sem ser vazado.
Gabriel Brazão foi o grande destaque. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Campana apareceu livre após cobrança de falta e finalizou de perto, mas o goleiro fez grande defesa. Na etapa final, aos 13, voltou a trabalhar ao defender chute rasteiro de Franco Posse. Foram as principais intervenções do camisa 77 no confronto.
Willian Arão também manteve o bom momento atuando como zagueiro. Seguro principalmente nas bolas aéreas, o volante de origem ajudou a neutralizar os cruzamentos do Macará e ainda apareceu no ataque no segundo tempo, quando cabeceou para fora após cobrança de escanteio.
Luan Peres começou improvisado na lateral esquerda e teve atuação segura. Com as alterações feitas no intervalo, voltou para a zaga e formou a dupla com Arão. Davizinho, por outro lado, sentiu os efeitos da altitude e deixou o campo no intervalo. Rafael Gonzaga entrou em seu lugar e conseguiu dar conta do setor.
Meio-campo prioriza proteção
Cuca montou um meio-campo preocupado principalmente em proteger a defesa e diminuir os espaços para o Macará. João Schmidt e Christian Oliva tiveram papel importante neste sentido, ainda que o Santos tenha encontrado dificuldades para construir jogadas pelo chão.
Oliva foi quem conseguiu dar alguns sinais de criatividade no primeiro tempo. Aos 20 minutos, fez boa jogada individual e tentou deixar Rony em condição de finalizar, mas o passe saiu forte e ficou com o goleiro Rodrigo Rodríguez.
Gustavo Henrique teve uma partida de muita entrega, mas recebeu cartão amarelo ainda aos 11 minutos e precisou atuar com maior cautela pelo restante do confronto. Com as mudanças de Cuca, o jovem também precisou desempenhar outras funções durante a partida.
Rollheiser entrou no intervalo e tentou oferecer maior qualidade na transição. O argentino conseguiu participar mais da construção, mas encontrou pouco espaço diante de um Santos que, naquele momento, estava ainda mais preocupado em administrar a vantagem.
Ataque produz pouco, mas cumpre papel tático
Sem Neymar, Gabigol e Barreal, preservados da viagem, o setor ofensivo teve dificuldades para ameaçar o Macará. Rony, Caballero e Thaciano trabalharam bastante sem a bola, mas produziram pouco perto da área adversária.
Thaciano foi importante como referência para as ligações diretas utilizadas pelo Santos para escapar da pressão. Caballero também ajudou na retenção da bola e sofreu uma falta perigosa na entrada da área no primeiro tempo, mas teve pouca presença nas finalizações.
Rony tentou explorar os espaços deixados pelo Macará, especialmente na segunda etapa, mas não conseguiu transformar sua velocidade em chances claras. O atacante ainda recebeu cartão amarelo aos 45 minutos e, por estar pendurado, será desfalque no jogo de ida das quartas de final contra o Atlético-MG.
Já nos acréscimos, Pedro Assis entrou para fazer sua estreia pelo profissional e teve a oportunidade de transformar uma noite especial em inesquecível. Depois de uma disputa de Rony, a bola sobrou para o jovem, que finalizou para fora.





