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Anatel exalta resiliência da radiodifusão e diz que TV 3.0 será pilar da ci…

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A abertura da SET Expo 2026, realizada nesta terça-feira, 18/8, foi marcada por um discurso contundente de Octavio Pieranti, conselheiro diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em sua fala, o executivo reafirmou o compromisso da agência com a modernização do setor e celebrou a vitalidade da TV e do rádio como pilares da comunicação brasileira, projetando os próximos passos para a digitalização e a implementação da TV 3.0.

O conselheiro iniciou sua participação destacando a força do setor perante as mudanças tecnológicas das últimas décadas. Segundo dados apresentados, o brasileiro consome, em média, mais de cinco horas diárias de televisão e mais de quatro horas de rádio. Esses números, para Pieranti, são provas da importância central desses meios na vida da população. “A Anatel parabeniza o setor de radiodifusão pela resiliência”, afirmou o conselheiro, sublinhando que a agência tem atuado como facilitadora desse processo através da viabilização de novos canais digitais e da implementação da faixa estendida de FM.

O grande destaque do posicionamento da Anatel foi a transição para a TV 3.0, tecnologia que promete não apenas melhorar a qualidade de imagem e som, mas alterar a relação entre o telespectador e o conteúdo. Pieranti destacou que essa evolução reposiciona a radiodifusão no ecossistema digital, transformando a televisão em uma ferramenta de acesso a serviços públicos essenciais.

Entretanto, ele fez uma ressalva importante sobre a coexistência tecnológica: “Os novos canais são bem-vindos, mas não substituem as estações que o Estado brasileiro definiu que devem estar disponíveis para todos”. O objetivo, segundo ele, é que a inovação amplie o alcance e a utilidade do setor sem desestruturar a base de estações já estabelecidas que cumprem um papel social fundamental.

Pieranti lembrou que a regulação agora precisa lidar com variáveis complexas, como a Inteligência Artificial (IA) e novas formas de distribuição de conteúdo. Um dos pontos centrais da agenda da Anatel é a construção de um ambiente de combate à desinformação, envolvendo o esforço conjunto de entidades públicas e privadas.

“O País deve buscar soluções para equacionar esse ecossistema. Novas formas de distribuição de conteúdo, IA e outros desafiam a regulação”, alertou o porta-voz. Para ele, o acompanhamento constante do mercado é necessário para garantir que as redes não sejam utilizadas de forma indevida.

Por conta disso, a Anatel tem observado de perto o que Pieranti chamou de “serviço de valor adicionado”, que hoje representa uma parte significativa da operação das redes de telecomunicações. Ele foi enfático ao dizer que o uso indevido dessas infraestruturas atrairá a ação fiscalizadora da agência. O foco da agência reguladora será manter o equilíbrio entre incentivar o desenvolvimento tecnológico e cumprir o papel atribuído a ela pelo governo federal.

Ao encerrar sua participação, Pieranti reforçou que a missão da Anatel é acompanhar o desenvolvimento das tecnologias e do mercado de forma a garantir a construção de um cenário midiático nacional que seja, acima de tudo, diverso e plural. A digitalização, portanto, não é vista apenas como uma atualização técnica, mas como uma política pública de expansão da cidadania e da conectividade no Brasil.



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