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Bob Iger e Josh Kushner compram o LA Lakers por US$ 12,5 bi

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Bloomberg — Josh Kushner e Bob Iger vão comprar o time de basquete Los Angeles Lakers por um valor recorde de US$ 12,5 bilhões, segundo fontes a par do assunto que falaram com a Bloomberg News.

Kushner, managing partner e cofundador da Thrive Capital, e Iger, ex-CEO da Walt Disney (DIS) e também consultor da Thrive, vinham buscando adquirir um time de expansão da NBA em Las Vegas, mas mudaram de rumo para fazer uma oferta de compra do Lakers ao investidor Mark Walter, cujo vasto império de investimentos está sob investigação federal.

A primeira abordagem partiu do lado de Iger e Kushner, e o negócio avançou rapidamente, com as negociações se desenrolando em questão de três ou quatro dias e o acordo final sendo fechado nas últimas 24 horas, disse Iger em entrevista à Bloomberg News na quarta-feira (12).

O negócio representa um sonho de longa data de Iger, que supervisionou contratos bilionários de direitos da NBA para a ESPN, da Disney, mas nunca foi proprietário de um time profissional de basquete.

Isso ressalta os preços altíssimos que as empresas de private equity estão dispostas a pagar pelas franquias esportivas de primeira linha em todo o mundo, à medida que esses direitos de mídia continuam a subir.

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O executivo lembrou que Kushner, irmão do genro do presidente Donald Trump, comparou a compra do Lakers à aquisição da Mona Lisa. “Na minha opinião, trata-se de um imóvel à beira-mar em uma das melhores praias do mundo”, disse Iger.

Fundado em 1947, o Los Angeles Lakers tem sido uma potência na NBA. Depois de se mudar de Minneapolis em 1960 para se tornar o primeiro time da NBA na Costa Oeste, o Lakers chegou às finais 32 vezes e conquistou 17 títulos, consolidando-se como um dos legados de maior sucesso no esporte profissional.

Sua era “Showtime”, na década de 1980, foi liderada por superestrelas como Kareem Abdul-Jabbar e Magic Johnson. O estilo de jogo veloz que o Lakers ajudou a criar continua influenciando o esporte até hoje.

O valor da venda dos Lakers é o maior já registrado para uma franquia esportiva profissional, superando os US$ 9,6 bilhões pagos pelo Seattle Seahawks, da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), em julho.

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“É impressionante em termos de valor e magnitude”, disse Lee Berke, CEO da consultoria de mídia esportiva LHB Sports, Entertainment & Media. “Se eu fosse um time da NBA, ficaria empolgado.”

Walter, que também é dono do time de beisebol Los Angeles Dodgers e investidor no Chelsea, da Premier League inglesa, comprou a participação majoritária no Lakers da família Buss há pouco mais de um ano, em um negócio avaliado em US$ 10 bilhões.

Apesar da mudança no proprietário majoritário, a liga afirmou na época que Jeanie Buss, uma das filhas do antigo proprietário Jerry Buss, continuaria sendo a diretora controladora do time por um futuro previsível.

O CEO bilionário da Guggenheim Partners enfrenta uma investigação federal sobre possíveis irregularidades em duas de suas seguradoras e em sua empresa de investimentos global. A holding de Walter, a TWG Global, detém participações nas equipes esportivas, bem como nas seguradoras de Walter e na Guggenheim.

Parte da investigação envolveu declarações feitas pela Guggenheim a terceiros sobre sua receita, informou a Bloomberg News em julho.

“Mark Walter e a TWG sempre agiram de boa-fé, e aqueles que já fizeram negócios com Mark o conhecem como uma pessoa honesta e direta”, afirmou a TWG Global, holding de Walter, em comunicado na época. “Estamos cooperando com as autoridades e estamos confiantes de que essas questões serão resolvidas de forma favorável.”

Iger deixou o cargo de presidente da Disney, empresa controladora da ESPN, no início deste ano, mas sua ligação com o esporte remonta a décadas.

Torcedor de longa data do Clippers, Iger trabalhou anteriormente na ABC Sports sob o comando da lenda da mídia Roone Arledge e tornou-se vice-presidente de programação da divisão em 1987. Ele ingressou na Disney após a aquisição da ABC e da ESPN pela empresa em 1996.

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A NBA foi transmitida pela ABC de 1965 a 1973 e pela ESPN entre 1982 e 1984, antes de retornar aos dois canais em 2002. A Disney, a Comcast (CMCSA) e a Amazon (AMZN) assinaram um contrato de 11 anos, no valor de US$ 76 bilhões, com a NBA em 2024, que entrou em vigor na temporada mais recente da liga.

Kushner e sua recém-formada holding Thrive Eternal, que tem como alvo instituições culturais e franquias esportivas, causaram polêmica nas últimas duas semanas quando a FIFA, órgão que rege o futebol, tentou levantar US$ 4,2 bilhões de investidores — incluindo a Thrive — o que teria criado uma divisão com fins lucrativos para administrar os direitos comerciais e de mídia da organização. O acordo fracassou após forte resistência da UEFA e da Concacaf.

Uma das primeiras ações da Thrive Eternal foi a aquisição de uma participação no San Francisco Giants no início deste ano, investindo o dinheiro no estádio do time e nos imóveis ao redor.

Individualmente, Kushner havia adquirido participações no Memphis Grizzlies antes de vender essa fatia para adquirir uma participação no Miami Heat. Suas aspirações de se tornar o proprietário controlador de um time da NBA chegaram a tal ponto que ele e Iger estavam interessados em comprar um dos possíveis times de expansão da NBA em Las Vegas.

Como resultado do acordo com o Lakers, Kushner terá que vender sua participação no Miami Heat. Karlie Kloss, esposa de Kushner, é acionista minoritária do time da WNBA New York Liberty.

Se os torcedores do Lakers se perguntam o que pensar dessa mudança de propriedade, uma voz de confiança no esporte se manifestou com seu apoio: “Torcedores do Lakers, vocês têm os melhores proprietários”, disse Johnson, ex-coproprietário do time, em uma postagem no X. “Conheço Bob pessoalmente há mais de 40 anos — ele sempre amou o Lakers e o basquete e vai trazer os títulos de volta para Los Angeles.”

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