Um médico foi conduzido à Delegacia de Polícia de Palmital nesta terça-feira (11), após uma substância com características de cocaína ser localizada dentro do consultório utilizado pelo profissional na unidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) da Vila São José. O entorpecente foi descoberto após reclamações de pacientes sobre a conduta do médico.
A localização do material ocorreu durante uma ação de fiscalização realizada pela coordenação da unidade de saúde. Segundo as informações registradas na ocorrência, foram recebidas reclamações relacionadas ao comportamento apresentado pelo médico nos atendimentos.
Conforme os relatos, o profissional estaria demonstrando comportamento considerado fora do habitual, com aparente nervosismo, agitação e impaciência nas consultas. Diante das queixas, a coordenadora decidiu realizar uma supervisão no local.
Durante a verificação, ela entrou no consultório de uso exclusivo do médico e encontrou uma substância que apresentava características semelhantes às da cocaína. A Polícia Militar foi acionada e compareceu à unidade de saúde.
O médico e os demais envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Palmital, onde prestaram depoimentos à autoridade policial. Em sua manifestação, o profissional negou ser o proprietário da substância.
Após a formalização da ocorrência e a adoção das medidas da Polícia Judiciária, o médico foi liberado. Ele firmou compromisso de comparecer, caso seja intimado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
A situação foi registrada, inicialmente, como porte ilegal de entorpecente para uso pessoal. A substância apreendida foi encaminhada ao Instituto de Criminalística para análise pericial, que deverá confirmar a composição.
A Polícia Civil segue com a apuração para identificar a origem do material e esclarecer em quais circunstâncias a substância foi parar dentro do consultório. Até o momento, não há informação de que o médico tenha sido formalmente responsabilizado pela propriedade do entorpecente.
Em nota, a Prefeitura de Palmital afirmou que afastou o profissional cautelarmente de suas atividades na unidade. A medida, segundo a administração, tem caráter preventivo e administrativo, não representando antecipação de conclusão quanto aos fatos em apuração.
“Antes desse episódio, o Departamento Municipal de Saúde já vinha adotando providências administrativas relacionadas à atuação do profissional, a partir de reclamações registradas por usuários e de situações identificadas na unidade. Essas questões seguem sendo apuradas em procedimento próprio, de forma independente da ocorrência”, afirmou em nota.
Para garantir a continuidade do atendimento à população, outro médico passou a realizar os atendimentos no ESF II nesta quarta-feira (12).





