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Patria testa crédito latino-americano como diversificação para o varejo bra…

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Bloomberg Línea — O Patria Investimentos tem usado o mercado de crédito corporativo latino-americano para testar uma estratégia de diversificação com o investidor brasileiro de varejo.

A gestora avalia que a classe de ativos, ainda pouco explorada por esse público, pode oferecer um caminho para internacionalizar o patrimônio.

“O investidor brasileiro tem esse viés doméstico. Quando decide investir fora, normalmente olha para Estados Unidos ou Europa e acaba não considerando uma classe de ativos que tem superado seus pares regionais”, afirmou Marina Tennenbaum, sócia e diretora de operações do Patria, em entrevista à Bloomberg Línea.

Diante da falta de conhecimento sobre dívida emergente entre os investidores locais, o Patria aposta em um novo fundo para estimular essa demanda, movimento que acompanha o esforço mais amplo da gestora para ampliar a distribuição de estratégias alternativas entre brasileiros.

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Lançado em junho, o Moneda Latam Corporate Credit é um fundo UCITS voltado para crédito corporativo latino-americano em dólar, desenvolvido em parceria com a Avenue, plataforma de investimentos do Itaú Unibanco voltada a brasileiros que investem no exterior. O produto tem liquidez diária e aceita aplicações a partir de US$ 5.000.

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A expectativa é que o produto sirva de teste da estratégia junto ao público de varejo. A demanda deve indicar se há espaço para ampliar a oferta de investimentos alternativos para esse público, escalando para produtos mais complexos e de menor liquidez.

O Patria soma atualmente cerca de US$ 59 bilhões em ativos sob gestão, dos quais US$ 7,5 bilhões estão no Brasil. O varejo representa a maior base entre os investidores brasileiros da gestora, principalmente pela atuação da empresa em fundos imobiliários. O Patria tem atualmente 1,1 milhão de investidores de varejo no Brasil.

Por que o crédito na América Latina

Para Tennenbaum, parte da vantagem do crédito latino-americano está no perfil das empresas que acessam o mercado internacional de dívida. Segundo ela, o prêmio de risco associado aos países da região faz com que essas companhias precisem adotar estruturas financeiras mais conservadoras para conseguir captar recursos.

“As empresas da região são muito menos alavancadas do que as americanas. Elas têm menor poder de barganha com credores e acabam montando estruturas mais robustas para proteger o investidor”, afirmou.

Na América Latina, a gestora tem escritórios no Brasil, Uruguai, Chile, Peru, México e Colômbia, além de unidades na Inglaterra, Escócia, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Dubai, Japão e Canadá. Nos Estados Unidos, o Patria tem escritórios nas cidades de Los Angeles, Chicago e Nova York.

A meta da gestora, sem prazo definido, é triplicar os ativos sob gestão, dos atuais US$ 59 bilhões para US$ 150 bilhões.

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