Vera Cruz – Um ano depois de o vendedor Rodrigo Henrique de Souza invadir uma casa para feminicídio contra a ex-mulher, Lucimara Nunes, a Justiça renova a prisão do acusado e espera informações para definir data do Júri Popular no caso.
Em despacho da Juíza Josiane Patrícia Cabrini, da 1ª Vara Crimina, a prisão preventiva vale por mais 90 dias. Ela explica que não houve alteração fática ou jurídica no caso. A última renovação aconteceu em maio deste ano.
Antes disso, em março, decisão da 3ª Vara Criminal sentenciou Rodrigo a responder pela morte no Tribunal do Júri Popular. Mas a organização da sessão ainda espera informações técnicas.
Na mesma decisão desta semana, a juíza notifica a defesa para nomes de testemunhas ou diligências para levar o caso ao Júri Popular.
A considerar a agenda do Júri para casos anteriores com previsão de sessões no final do ano, o julgamento popular deve ocorrer em 2027.

Ordem judicial e crime
Reincidente em violência doméstica, Rodrigo era alvo de ordem judicial para distanciamento de Lucimara após casos de agressão. Após a separação, ela inclusive levava a ordem no carro, para eventual medida policial.
Deixava a casa da irmã na hora do almoço em um sábado de sol de 2 de agosto do ano passado quando Rodrigo se aproximou correndo com uma faca. Ele invadiu a casa e cometeu o crime dentro de um quarto em que a mulher tentava se esconder.
Câmeras de vídeo registraram a aproximação de carro, parada há alguns metros longe, caminhada inicial, bem como chegada e invasão da casa. Além disso, um vídeo mostra gritos da família com apelo contra o ataque.





