Quem vai decidir a situação da Oi é a Justiça. O governo não tem como intervir apesar de revelar preocupação com os serviços essenciais e com os trabalhadores da operadora. A afirmação foi do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, que participou da cerimônia de encerramento do SECOP 2026, em Brasília.
Siqueira Filho lembrou que a Oi com a migração para autorizada não é mais uma concessão, se tornou uma empresa privada. “A justiça terá de decidir. Eu mesmo fico triste porque fui funcionário da Oi por 21 anos e sabemos que as demissões, infelizmente, estão acontecendo”, lamentou.
Mesmo cobrado pela justiça, o governo sustenta que não tem o que fazer, a não ser negociar para que os serviços essenciais não sejam paralisados. Ao ser lembrado que as Prods são clientes da Oi e que há serviços como SAMU, 190 e 193 sendo paralisados por horas, Frederico Siqueira Filho diz que boa parte já está fazendo a migração para novos provedores.
“É ruim, onde há competição, essa migração aconteceu, agora temos de ver onde não há competição, mas muitas prods estão assumindo com suas redes”, detalhou. O ministro das Comunicações falou ainda sobre a aprovação do Redata, para incentivos a data centers. Há um esforço para que o Congresso vote no esforço concentrado de agosto. “Somos favoráveis à aprovação do Redata. O Brasil tem condições de atrair investimentos e precisamos deles”, afirmou. Assistam a entrevista com o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho.





