O Santos voltou às quartas de final da Copa do Brasil após cinco temporadas ao vencer o Remo por 1 a 0, no Mangueirão. Mesmo controlando boa parte da partida desde o primeiro tempo, o Peixe precisou do brilho de Neymar e Rony, que saíram do banco de reservas para decidir o confronto. Se a dupla resolveu ofensivamente, Gabriel Brazão foi determinante para manter a equipe viva nos momentos mais perigosos da partida.
Brazão aparece quando o Santos mais precisou
O goleiro santista foi um dos grandes responsáveis pela classificação. Logo aos dois minutos, fez excelente defesa cara a cara com Alef Manga e evitou que o Remo abrisse o placar. No segundo tempo, voltou a aparecer ao espalmar uma cobrança de falta de Zé Welison que ainda explodiu na trave.
Voltando do Pará com a classificação bem guardada na bagagem! 😎💼 pic.twitter.com/8db86GcLnW
— Santos FC (@SantosFC) August 5, 2026
À sua frente, Adonis Frías fez uma atuação segura, vencendo a maioria dos duelos individuais e controlando bem as investidas do ataque paraense. João Ananias também teve boa participação, embora tenha sofrido um pouco mais no início da partida. Nas laterais, Escobar foi competitivo defensivamente, enquanto Gabriel Menino apareceu mais na construção das jogadas do que nas ultrapassagens ofensivas.
Meio-campo controla o jogo, mas falta criatividade
Mesmo antes da expulsão de Marllon, o Santos conseguia controlar a posse de bola. Christian Oliva foi novamente importante na proteção da defesa e na recuperação das jogadas, enquanto João Schmidt ajudou na distribuição, embora tenha cometido faltas desnecessárias e recebido cartão amarelo.
Gabriel Bontempo mostrou personalidade e boa movimentação entre as linhas, mas desperdiçou a melhor oportunidade do primeiro tempo ao errar o domínio dentro da área. Após o intervalo, Willian Arão entrou para dar mais equilíbrio ao setor e participou da manutenção da vantagem nos minutos finais.
Apesar do domínio territorial, o meio-campo demorou para acelerar a circulação da bola contra um Remo completamente fechado após a expulsão.
Caballero desequilibra, Neymar e Rony decidem
Gustavo Caballero foi o principal nome do Santos enquanto a partida ainda estava onze contra onze. O atacante deu profundidade ao time, criou as melhores jogadas do primeiro tempo e sofreu a falta que originou a expulsão de Marllon, lance que mudou completamente o panorama da partida.
Barreal participou bastante da construção ofensiva, oferecendo movimentação e intensidade, mas faltou maior objetividade no último passe. Gabigol teve atuação discreta, apareceu pouco dentro da área e acabou substituído no intervalo.
Foi justamente nas mudanças que Cuca encontrou a classificação. Neymar entrou ligado no jogo, passou a receber entre as linhas e aumentou imediatamente o poder de criação da equipe. Aos 29 minutos, ganhou a disputa pela esquerda e encontrou Rony livre para marcar o gol da vitória.
O camisa 11 precisou de poucos minutos para justificar sua entrada. Além do gol que garantiu a vaga, ofereceu mais mobilidade ao setor ofensivo e atacou melhor os espaços deixados pela defesa adversária.
Mais uma vez, Neymar mostrou que consegue mudar o nível técnico do Santos em poucos toques na bola. O camisa 10 não começou como titular por opção da comissão técnica, mas precisou de apenas um tempo para ser decisivo e comandar a classificação santista.
Cuca acerta nas mudanças
A estratégia de iniciar sem Neymar gerou questionamentos antes da partida, mas terminou funcionando. O Santos controlou o jogo desde o início, preservou o camisa 10 após a longa viagem até Belém e encontrou no segundo tempo um jogador descansado para decidir a classificação.
As entradas de Neymar, Rony e Willian Arão deram exatamente o que a equipe precisava: mais criatividade, mobilidade e controle emocional para transformar o domínio em vitória. O resultado reforça o crescimento coletivo do Santos, mas também deixa claro que, quando Neymar entra em campo, o time passa a enxergar soluções que poucos jogadores conseguem oferecer.





